quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Fragile




Não consigo apaziguar este estado de ansiedade. A ânsia de querer dizer tudo, apenas com um sopro desmedido. Dizer dói menos do que pensar no que dizer. Queria dizer imagens. Mas só as posso pensar. Imagens nítidas, onde moram, acomodadas, todas as peças do puzzle da minha vida. Contudo, num acervo de raiva, descobri que o meu puzzle está incompleto. Alguém (me) roubou as peças e ocultou-as num esconderijo macabro. Não consigo deslocar-me . Não tenho medo do medo, o medo é que tem medo de mim.

Inquieta-me que o sono insista em fugir. Deve estar junto das tais peças. Certamente que farão da minha tortura grande regozijo.

Não me importo, nem me deixo comover.
Apelida-se "revolta" e vem com companhia. Apresentam-se como farpas alojadas na camada mais ténue do meu coração. Bem-vindas! Esta noite terão o lugar mais composto da minha cama. Aquele que me abraça e me envolve, no ciclo matreiro e monótono do breu. (Não) Serão boas conselheiras.

É meia noite.
Adeus.
Se perguntarem por mim, estou a dormir.
Se não perguntarem, estou a embalar o meu coração.


Tem cuidado.
É fragile.



Tomorrow's rain will wash the stains away
But something in our minds will always stay


Perhaps this final act was meant
To clinch a lifetime's argument
That nothing comes from violence
And nothing ever could
For all those born beneath an angry star
Lest we forget how fragile we are


Like tears from a star
On and on the rain will say
How fragile we are


TP*

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

i feel the same.



Twenty seconds on my bad time
I feel you're on the run...


Por mais esforços que tente fazer, só lágrimas rasgadas é que se revelam as mais assertivas para tentar exprimir o que quer que seja.

Never live too long to make right
I see you're doing fine...


And when i get that feeling,
I can no longer slide
I can no longer run
I don't know...

I can no longer hide
For it's no longer fun
I don't know...


Deixei-me cair ao chão e o chão está cheio de cacos espalhados por todos os cantos do meu ser. A força das palavras pode ser bruta e cruel, mas mostra-se deveras invisível quando estas pretendem emendar.

Quero emendar o meu coração. Quero construir aquele castelo que deitei abaixo.
Quero parar de sufocar(-me e -nos). Não quero ser assim.

O amor é um lugar estranho. É frio e calculista, quando quer. Consegue ser uma forte arma de arremesso. O amor camufla-se sobriamente nele próprio, na sua palavra que se pronuncia de forma deliciosa, para logo depois atacar em fúria. O amor é esperto, ele sabe que tudo pode e tudo consegue. É matreiro, violento, estupidamente sensível. O amor sabe que comanda. Quer tudo, dá tudo, esperando ficar sem nada.

O amor não se importa de magoar a pessoa. O amor não tem princípios, não tem limites nem fronteiras, não olha a meios para atingir os seus fins.

Estou muito zangada com o amor. O que esperava dele aconteceu no seu inverso. O amor não se importa comigo. Ele quer lá saber!... Ele sabe que nunca me vai largar e faz de mim uma marioneta. O amor é mau. O amor faz chorar. Faz doer.

Se o amor não me deixar em paz, telefono ao ódio e caso com ele. E se o amor vier atrás, humilho-o, como ele sempre gostou de me humilhar. Humilho-o com cada pedacinho de rancor diluído na minha alma.

O amor é triste. É uma triste entidade com extrordinários poderes.
Não gosto do amor. Quero mais é que o amor se lixe!...

Frase feita e perfeita : só quero ser feliz. Inocuamente feliz. Generosamente.

You can say what you want but i want change my mind, i feel the same about you. And you can tell me your reasons but i won't change my feelings, i feel the same about you.

What i am is what you want of me.
Now i am not there.
It's turned and i don't care.

I've said goodnight
Try to sleep tigh
Ah!, just dream of me!...

Go close you eyes
'cause i'll close mine
The sun will shine from time to time

Oh, just dream of me!...



TP*

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

1 + 5



Começo por dizer que te amo.
Impreterivelmente. Sequiosamente. Aventurosamente.
(Para) Sempre.

Parabéns.
A ti e a mim.
E nós, também.
Sem medo, nem desdém.
Sem início, nem fim.
És-me quanto tens.
Dás-me tudo, quanto baste.
Sem rotina, nem desgaste.
Não há do que me farte.
Não és obra, és arte.

Desmedido trecho de mim,
Peço-te sempre assim:
Não te apartes do que é teu,
Não furtes este elo meu.

Se faz sentido ou não,
Só isto me faz impressão:
É saber que é tão mais forte,
Que não aconteceu por sorte
E que há uma essência
Para a não coincidência
Desta base de incidência.

E fora o dramatismo lírico,
Se queres que simplifique,
Amo-te, pois tu és vida,
Amo-te, com garra querida.

E o meu Amo-te vem do latim
De quem nunca amou assim.

TP*

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Hurts so good



When I was a young girl, said put away those young girl ways...
Now that I'm gettin' older, so much older! I love all those young girl days!
With a boy like you, with a boy like you, Lord knows there are things we can do, baby, just me and you! Come on and make it !!

Hurt so good. Come on baby, make it hurt so good!
Sometimes love don't feel like it should, you make it hurt so good !

Don't have to be so exciting, just tryin' to give myself a little bit of fun!
You always look so invitin', you ain't as green as you are young!
Hey baby, it's you, come on, boy, now, it's you! Sink your teeth right through my bones, baby, let's see what we can do!

I ain't talkin' no big deals!
I ain't made no plans myself!
I ain't talkin' no high heels!
Maybe we could walk around all day long, walk around all day long !!


É mesmo assim. Atinente a uma questão de atitude, vários aspectos logo se moldam e tudo parece minúsculo face ao que era antes.

Hurts so good. Tem que ser bom. E se às vezes nem tudo corre como esperamos, há que fazer com que seja melhor, há que brincar e fazer troça do ridículo em que às vezes nos transformamos. E mesmo que não seja ridículo, não vou deixar de gostar de açúcar em excesso, só porque faz mal. Posso é ficar uns dias sem comer. Posso até um dia vir a ter aversão ao açúcar e nem conseguir sentir o cheiro dele. Mas logo hei-de o provar outra vez. E para sempre hei-de gostar de açúcar.

É uma experiência que nunca tive. Nunca, mas nunca tive.
Tudo o que tinha concebido como seja uma relação esteriótipo, foi-se. Assim, como quem sopra uma vela. Fica o fumo, mas só durante um bocadinho. (Que até o fumo tem direito a ir embora.)



[Sometimes love don't feel like it should, you make it: hurt so good.]

TP*

domingo, 30 de maio de 2010

Drama.



What does it mean when all is lost but nothing is forgotten?

Amo-te e nasço outra vez, só para te fazer, me fazer e nos fazer feliz.

I won't be afraid, if I only have one chance to hold you...
But if I stay and I only have one chance to hold you : I won't let you go!


What did I do to undress all the beauty that surrounds me?
One look at you will tell me everything I need to hear.


Sim, dou o braço a torcer. Tenho que o dar. Porque és muito mais importante do que todo o orgulho que nasceu, cresceu e desenvolveu-se comigo.

Sim, dou o braço a torcer. Não tenho o direito de tentar, constantemente, transformar o simples no complexo, só porque...por capricho?

Sim, dou o braço a tocer. A minha intolerância faz-me ter a visão turva.

Sim, dou o braço a torcer. Sou demasiado exigente, até para comigo mesma. Não posso exigir (aquilo que não me podes dar). Não posso reclamar aquilo que já me dás.

Sim, dou o braço a torcer. Amo-te demais. Sim, é possível amar demais. Amo-te demais porque és demais.

Sim, dou o braço a torcer. Quero mudar para que as coisas se encaixem, definitivamente, e funcionem, sem sobressaltos.

Sim, dou o braço a torcer. Tenho pânico de te perder.

Sim, dou o braço a torcer. Sou uma dramática.

Sim, dou o braço a torcer. Sou a tua fã número um. Autografaste o meu coração com tinta permanente.

Sim, dou o braço a torcer:
Sou uma eterna apaixonada por ti.
Quero viver contigo.
És o homem dos meus sonhos.
Nunca amei ninguém como te amo a ti.
És "a" importância para mim.
Quero ficar ao teu lado nos maus momentos.
Quero que sejamos parte da nossa família.
És o único homem por quem desisto de tudo.
Fazes-me tomar as decisões mais repentinas.
Contigo vou até Nova Yorque.
Por ti dava a volta ao mundo de avião. (Sim, de avião.)
Adoro dormir contigo e acordar contigo.
Fazes sentir os expoente máximo (tanto das coisas boas, como más).
Mexes comigo como mais ninguém mexe.
Desculpa todas as asneiras com as quais estraguei os nossos momentos bons.
Desculpa.

Vamos começar de novo.
És a beleza à minha volta.
Não a quero dissipar.



[Drink up my soul.]

TP*

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Surround me.



O problema de expressão nunca me pertenceu. Como tal, e como é o que sei fazer melhor, aqui fica a minha necessidade para contigo. A minha escrita é a minha voz. Já que não me ouves, lê-me.

Surround me. É o que me falta. Falta que eu note a tua presença. Faltas-ME.

Preciso de te sentir aqui, agora, vivo, entregue. Não submisso, mas tão pouco subentendido. Não te quero subentender. Quero-te, colado a mim. Quero-te porque te amo. Muito batida essa expressão, sim, mas não fui eu que a inventei. Dizem que quando se sente desta forma, quando se sente forte, é amor. E então diz-se "amo-te", pois que o senso comum não acolhe outra forma. O meu senso não é comum. O meu senso é único e chama-te. Chama-te de uma forma avassaladora, como nunca antes chamou por ninguém. (Porque também não foi preciso.)

Incrível é como as minhas necessidades se adaptam ao que me podes dar. Incrível é como eu nem sequer tenho mão nelas. Amo-te cada vez mais, és a minha tensão, a minha pressão, a minha leveza, a minha certeza, a minha saúde, a minha força. E, ao mesmo tempo, tiras-me tudo. Assim, com simples indiferença à indiferença que faz a diferença.

Eu gosto do sobressalto, eu gosto do que é intenso. Gosto do medo, mas é inevitável. As sensações são absurdamente distintas. Quando parece que tudo está linearmente bem, eis que, oh!, afinal não estava!...

Tu és muito para além do que vivemos. És muito para além do que é a nossa relação. És o meu vício!... Tu es ma came, ma toxique, ma volupté suprême, on rendez vous chéri et mon abîme. Tu és aquela imagem que eu criei e a qual recuso a mim própria desfazer. Quero ficar com ela, para sempre, quero o meu Tiago, aquele que eu conheci. Sim, pela primeira vez estou a pôr o teu nome nos meus textos. Por muito que me expresse, Tiago Leite será sempre aquela combinação que melhor encaixa e conjuga tudo. Olhar para o teu nome, assim, escrito dessa forma, com as letras nessa posição, introduz em mim a vontade de exteriorizar tudo! Para onde é que estás a ir? Consegues ouvir-me? EU preciso de TI. Compreende-me.

Hello, can you hear me? Please don't go, where are you going? Conversations go over my head. Isolation has an ugly face. Surround me with your love, understand me, I need you now ! Surround me with your words, understand me I need your love! I need your love ! I need your love! Come and stay, stay beside me, stay always, forever don't go!

Quem me dera que percebesses, que sentisses também necessidade. Tenho tantas saudades de mimos teus, de carinho teu, de ti. Da tua atenção. Mas essa atenção foi a que eu já me habituei a não ter.

Esgoto-me em palavras e esgoto também os recados para ti. Se conseguir transmitir-te alguma coisa, o pouco que seja, avisa. Apesar de saber que o tiro vai passar ao lado.

Isto não é um isto, sem mais nem menos. Não consigo viver-te por menos. Não consigo ter-te por menos. Não consigo amar-te por menos.

E sinto-me sozinha.

[ Já agora, ouve a música. É que é mesmo isso.]



Where are you going?


TP*

segunda-feira, 22 de março de 2010

Animal Instinct.



Senti a tua falta o dia todo. De todos e quaisquer teus pormenores. Desde os gestos que te são característicos, às frases que dizes sem mais nem menos. Continuo, seria e indubitavelmente, a gostar muito de ti.

Cada vez mais gosto mais do nosso cada vez mais. Quero-te ao pé de mim. Não quero que isto desvaneça. Não pode. Não deixo. Não pode. Não vai.

Continuo a querer-te de forma animalesca. Tudo o que te envolve tira-me do sério. Exaltas todos os sentidos que há em mim. (E não, não são só cinco.)

Do you know you made me cry?
And the thing that freaks me out is I'll always be in doubt.

Deveria estar a estudar. Mas apeteceu-me vir dizer-te que te amo, assim, desta forma. Não penses que o tempo me acomoda. Não julgues que simplesmente já temos tudo organizado e que nada evolui, que tudo estagna e se conforma àquilo que é hoje. Nada disso. Pelo contrário, tão pelo contrário!... Ainda sinto aquele frio e não é só na barriga.

Gosto de namorar contigo. Gosto de saber que te tenho. Gosto de ter a certeza que posso contar contigo. Gosto de saber que me vais telefonar a contar o teu dia, a perguntar como estou, a dizer coisas bonitas. És tão importante na minha vida!... Gostas de ser importante para mim?

So take my hands and come with me, we will change reality...

Aquelas fracções de segundo em que vejo o teu nome a piscar no meu telemóvel, o carregar no verde, ouvir a tua voz, dá-me prazer! Dá-me prazer o nosso dia-a-dia. DáS-me prazer. (You're still the prince to my ballerina!) Amo-te, de forma animalesca.

Nós estamos juntos. Lê esta frase e sente o quão bem sabe!...



[It is a lovely thing that we have!]

TP*