Porque somos um caso aparte de tudo. Porque somos tão doces quanto a época que se avizinha. E porque acho esta canção um mimo e a letra tão bonita, aqui vai.
If I was a flower growing wild and free, all I'd want is you to be my sweet honey bee. And if I was a tree growing tall and green, all I'd want is you to shade me and be my leaves.
All I want is you, will you be my bride? Take me by the hand and stand by my side. All I want is you, will you stay with me? Hold me in your arms and sway me like the sea.
If you were a river in the mountains tall, the rumble of your water would be my call. If you were the winter, I know I'd be the snow, just as long as you were with me, when the cold winds blow.
If you were a wink, I'd be a nod. If you were a seed, well I'd be a pod. If you were the floor, I'd wanna be the rug and if you were a kiss, I know I'd be a hug.
If you were the wood, I'd be the fire. If you were the love, I'd be the desire. If you were a castle, I'd be your moat and if you were an ocean, I'd learn to float.
[All I want is you, will you stay with me?]
TP*
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
High.

Hoje não vou pensar em mais nada que não seja fazer-te feliz.
Vou a tua casa, espero o tempo que for preciso. Desce. Tenho o carro preparado para nós.
Dá-me a mão. Vamos deixar o carro. Vamos a pé. Vamos andar por onde é impossível chegar de carro. Vamos correr para onde queremos, evitar o que não queremos e saltar no entretanto daquilo que nos é indiferente.
Quero saborear a tua presença. Tão forte e tão querida. Tão quente e desejada.
Faz de conta que ninguém nos vê.
Somos mais do que tudo. Somos nós e a nossa vontade. E isso é tanto!...
Sente-me a palpitar nas linhas ténues daquilo em que me transformei. Pega em mim e faz-me tua. Mostra-te a mim, agarra-me com a força que te é inerente. Trava os medos que me assolam, fomenta os sonhos que mingam com o confronto impiedoso da realidade.
Às vezes fico louca. A minha cabeça não pára. Tu sabes, é um céu de cruzamentos entre ideias constantes, caprichos invertidos, utopias que querem ser materializadas. És-me tanto, que mesmo sabendo que te sou muito, há um "sometimes it's hard to believe you remember me". Não por alguma razão em especial, mas porque tem-que-ser-assim,-não-podia-ser-de-outra-maneira.
Mas também não gosto de tomar nada como certo. O certo depressa se torna incerto, dada a fragilidade de que é dotada uma convicção.
Gosto do paladar do nosso amor. Cresce a cada dia que passa, vai ficando cada vez mais forte, elevado, grandioso, imponente, específico, particular. Fica comigo, quero-te o bem que mereces.
Will you be my shoulder when I'm grey and older?
Promise me tomorrow starts with you!...
[Beautiful dawn - There is nothing else in the world I'd rather wake up and see with you...]
TP*
sábado, 14 de novembro de 2009
Diferentemente igual.

Era uma vez uma menina
Que um dia se apaixonou
(Talvez destino, talvez sina)
Por ele, que a arrebatou.
E era uma vez um menino,
Que um dia se sentiu a mudar.
(O amor é muito fino!)
E nisto, já estava a amar.
E ela sonha acordada,
Horas e horas a fio.
E sente-se perdoada
Daquele adeus sombrio.
Ela sabe onde beijar
E segurar no seu coração.
Ela só quer agarrar
O que já ficou em vão.
Ele anda contente
E certo que é para valer.
Ele já lhe fez frente,
Esteve a passo de a perder.
Ele gosta de a mimar
Mas também de ser mimado,
Ele pede para ela o tratar
Com doçura e cuidado.
Ela tem verde no olhar
E no sangue rebeldia.
Ele tem garra a falar,
A sua presença é terapia.
Ela é muito teimosa,
Ele é bastante orgulhoso.
Ela revela-se extremosa,
Ele sabe ser carinhoso.
Ela sente que cresce
Um amor forte e invulgar.
Ele corrobora e eis que floresce
A paixão que os vai eternizar.
Ele já pensou que não.
Ela já pensou que sim.
Mas no meio da confusão,
Sabiam que ia ser assim.
Ele ama-a e ela é amada
Juntos vão ter de ficar.
E assim é a história contada,
Ao gosto da quadra popular.
TP*
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Undisclosed Desires.

Fica comigo.
Quero-te, todos os dias, sempre mais um bocadinho.
Quero-te agora. Só porque já passou mais um instante.
Qero-te tanto.
Não sentes? É demasiado intrínseco. O teu gosto é tão hipnotizador. E eu gosto. Embala-te comigo, ninguém precisa de saber. Foge de tudo, e foge comigo. Leva-me para ti e agarra-me, como se soubesses que não pode haver mais esperas-sujeitas-a-não-sei-quê.
Esse cheiro... O cheiro da tua pele. Inconfundível.
Esse olhar... O olhar da tua alma. Deliciosamente (in)decifrável.
Essa voz... A voz da tua vontade. Incontornavelmente atractiva.
Desejo-te. E hoje, durante a noite, não vais dormir.
Que eu vou estar sempre a sussurrar-te, ligeiramente acima do ouvido, a intensidade com que te procuro.
You may be a sinner, but your innocence is mine...
Encontras-me daqui a um bocadinho.
Mas não esperes que fale.
Não vou ter tempo.
"Words are meaningless."
Não me olhes directamente. (Vais-te sentir pressionado.)
Hoje não és mais nada senão meu. (Trust me, you are the one.)
[I want to satisfy the undisclosed desires in your heart.]
TP*
sábado, 7 de novembro de 2009
Secretly.

O tempo que passou sem vir aqui foi o mesmo que fez com que tudo se tornasse muito mais grandioso e (im)perfeito. Confesso que tive saudades de escrever para ti. Não por não to dizer pessoalmente (porque digo-to, todos os dias), mas por já quase ter esquecido aquele "bichinho" que saltava dentro de mim, sempre que me sentava para te escrever.
Tenho pensado violentamente em tudo o que nos aconteceu e fico fascinada. Tudo o que (não) idealizei foi tudo o que (não) se realizou. E saber que passados cinco meses, com tanta coisa que poderia estar a fazer agora, só uma coisa me apetece : escrever-te. Não quero saber se vais sentir o mesmo que eu estou a sentir, isso não é o relevante. Quero que adores o que estou a sentir. Que vivas a intensidade com que te vivo. Quero que quando tudo corra mal na tua vida, haja, pelo menos,uma coisa que te faça sorrir.
Temos tudo já tão naturalmente nosso, tudo se encaixou de forma tão (as)simétrica que quase que me arrisco a dizer que temos uma relação mais-que-(im)imperfeita. E amo a convicção com que afirmo as antíteses da nossa sinestesia.
'You left the sweetest taste in my mouth.'
Como pude não te ter depois de já te ter tido? Sempre que me lembro daquele tempo... Quem me dera que estivesses dentro de mim, quem dera!... O ser humano é deveras singular, alheio ao que por vezes é tão óbvio. Arrepiam-me as memórias dessa altura.
When you try your best but you don't succeed; when you get what you want but not what you need... And the tears come streaming down your face, when you lose something you can't replace! When you love someone but it goes to waste, could it be worse? (Nada a acrescentar.)
Mas também fui cultivando um amor secreto por ti. Secretly. No fundo, nunca nos abandonamos. Sempre nos tivemos, só que nunca soubemos. E agora que nos temos e que sabemos que nos temos, I promise you I will learn from my mistakes and I will try to fix you.
(Amo-te.
Sobria, intensa e irreversivelmente.)
[I got to think so selfishly,
'cause you're the face inside of me.]
TP*
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Êxtase

Eis o meio de um começo
Que se espalha pela sensatez
De um amor que não falha
Pela sua timidez
Estou do avesso.
Recomeço.
Olhando para o âmago de mim,
Vejo o epicentro de ti.
Desvaneço.
Será sempre assim?
Esqueço.
És já parte de mim.
Entender?
Aposso-me do sentido do que sinto.
Se quero naturalizar, minto.
Se pretendo explicar, ressinto.
Bêbeda de ti.
És o meu absinto.
Ressalto.
Quero-te de todas as maneiras.
Garanto-me que me tens
Quer queiras, quer não queiras.
Espero-te.
Vens?
Respiro.
Procuro-te esvairida,
Numa enfática corrida.
Prevejo-te meu.
Ama-me.
Ama o que é teu.
TP*
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Cada lugar teu

Pensa em mim, protege o que eu te dou. Eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou, sem ter defesas que me façam falhar nesse lugar mais dentro, onde só chega quem não tem medo de naufragar.
Diz-me que vais guardar e abraçar tudo o que eu te dei. Mesmo que a vida mude os nossos sentidos e o mundo nos leve pra longe de nós, e que um dia o tempo pareça perdido e tudo se desfaça num gesto só. Eu vou guardar cada lugar teu, ancorado em cada lugar meu. E hoje apenas isso me faz acreditar que eu vou chegar contigo onde só chega quem não tem medo de naufragar.
Sim, hoje pensei escrever para nós. Mas depois ouvi esta música e achei adequada. Porque cada lugar meu tem sempre um pouco de ti. Sinto isto a crescer de uma maneira tão bonita que me enterneço e arrepio sempre que tomo consciência disso. Continuas a mexer comigo como só tu sabes. É a tal imagem aberta que criei dentro de mim, em relação a ti... Uma imagem disposta a moldar-se a tudo, quer seja bom, quer seja menos bom. Uma imagem que suporta todo o tipo de caracteres. Um lugar teu, que ocupou um espaço em mim, sem pedir licença. Com licença, deixa-te ficar.
Amo-te.
Amo-nos.
Ama-me.
Creio-nos.
Deseja-me.
Sabe-me.
Agradas-me.
Perpetua-nos.
[Cada lugar teu, atado a mim, a cada lugar meu.]
TP*
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Desabafo

Um dia pensei que as fantasias não passavam disso e que nunca teriam qualidades quotidianas, reais.
Um dia pensei nunca mais te ver. Um dia imaginei-te perto de mim.
Um dia desejei tanto que soubesses que estava a pensar em ti, que fiz muita força para que sentisses. (Sentiste?)
Um dia chorei por estar a negar-te-me-nos.
Um dia sufoquei. E não aguentei.
Quantas vezes desejei não ter personalidade.
Quantas vezes sonhei recuar no tempo.
Quantas vezes me agarrei a músicas, cujos acordes me faziam ouvir-te.
Quantos milhões de recantos me lembravam de nós.
Aquele nós era tão apetecível, tão intenso e tão credível.
Aquele tu era tão amado.
Aquele eu estava a renascer por te amar.
Posso tentar dizer muita coisa, já sabes que nada se compara ao efectivamente sentido. Por mais tentativas que possa fazer, tu és sem dúvida muito mais que palavras. Nós somos muito mais que expressões e isto é muito mais que tudo.
Hoje sei que te amo. Hoje sei que te quero, elevado ao infinito.
Hoje sei que nada mais me pode fazer recuar, porque simplesmente isto é já demasiado avançado.
Hoje sei que se pudesse voltar atrás, faria tudo diferente. (Ou não. Por mais penosos que possam ter sido aqueles sete meses, há que valorizá-los, eles fizeram-nos ver o bem que quase perdemos, por causa do medo de tentar.)
Não querendo ser pretensiosa, nunca hás-de encontrar nada igual.
É demasiado próprio.
É totalmente fora-de-série.
E sabe tão bem quanto o bem que faz.
Amanhã não sei.
Mas se houver amanhã, que seja tão bom ou melhor que o hoje.
[Maybe tomorrow i'll find my way home.]
TP*
domingo, 12 de julho de 2009
I miss you now

I feel I wanna hold you, wanna tell you that you'll be alright! Sang this song today, it's recalling your pictures all in my mind!...
Porque faz todo o sentido dizer que me fazes falta. Não é só aquele dizer-da-praxe-só-por-ficar-bem. Nunca foi. A questão é que cada vez tem sido mais forte. E se anteontem me fazias falta, ontem fizeste-me muita falta e hoje fazes-me uma falta brutal. Não sei se aguentarei amanhã. Mas não há-de ser assim eternamente, não é? E quando estiver contigo, depois volta a falta ao início.
I miss you now!
Dava tudo, trocava tudo, fazia tudo para poder estar contigo agora. Somente estar. Já nem pedia para te tocar. Apenas ver-te. Ter a certeza que não és aquela miragem que está sempre a aparecer no meu dia-a-dia, a assombrar-me deliciosamente. Nem eu sabia que era assim tão terna. Até o mais frio dos seres se comove face a um sentimentos destes. E a minha comoção é o meu amor por ti.
I wanna kiss you goodbye.
I'm helpless!...
Recebe o meu beijinho de boa noite. Recebe e guarda-o na memória dos teus lábios. E sempre que fechares os olhos, sente-me a sussurrar-te na boca que te amo, com o gesto que melhor o representa.
[Wanna tell you that you'll be alright.]
TP*
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Problema de expressão

Só pra dizer que te amo, nem sempre encontro o melhor termo, nem sempre escolho o melhor modo. Devia ser como no cinema,a língua inglesa fica sempre bem e nunca atraiçoa ninguém. O teu mundo está tão perto do meu e o que digo está tão longe, como o mar está do céu.
Só pra dizer que te amo, não sei porquê este embaraço, que mais parece que só te estimo. E até o momento em que digo que não quero e o que sinto por ti são coisas confusas. E até parece que estou a mentir, as palavras custam a sair, não digo o que estou a sentir. Digo o contrário do que estou a sentir.
E é tão difícil dizer amor. É bem melhor dizê-lo a cantar. Por isso esta noite, fiz esta canção, para resolver o meu problema de expressão, pra ficar mais perto, bem mais de perto, ficar mais perto, bem mais de perto...
Pois é, mas no meu coração tu continuas a mandar!...
[Só pra dizer que te amo.]
TP*
sábado, 4 de julho de 2009
Saltei de mim

Salta comigo, por favor, não temas o abismo. Quero entrar, sem reservas, nesse antro de egoísmo. Prometo que é fácil encontrar um pouco mais. Se o espírito saiu, o corpo não permanece... em mim! A vontade de ficar... Tu já saiste e eu não fui feita para amargar. Tu sabes, não é fácil encontrar um pouco mais. Saltei de mim, tem cuidado, meu amor, estás em perigo, olha que mais um passo, meu amor, cais comigo. Vou abusar do teu corpo, tem cuidado contigo. Para mim, eu rendo, desejo, abrigo.
Salta e sente, quero entrar, de repente e não parar. Morro um pouco, só depois, por ver que nada resta aos dois...
Porque hoje me sinto assim, assolada por uma vontade de não te largar. Estou a caminho. Se fizeres o favor, não fales quando me vires.
Cala-te e beija-me.
[Tem cuidado contigo.]
TP*
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Somersault

You're the prince to my ballerina!
Tens-me, oh Céus, se me tens!... Tens-me como tens o tempo que está sempre contigo. Como tu te tens a ti, assim me tens a mim. Não vou continuar a fazer-me de forte e a achar que posso controlar tudo e mais alguma coisa, não, isto está-me a fugir das mãos. Já não sou eu que o domino. Sinto-me dominada por ele. (E por ti, também.) Já não há mais nada a que me possa agarrar senão a ti. Atingiste aquele patamar, aquele estatuto transcendente, que refreia os amantes das grandes obras-primas da Literatura. Aquele estigma, o meu estigma.
You put my feet back on the ground, did you know you brought me around? You were sweet, and you were sound... You saved me!
Que apetite ávido de querer fazer isto tudo em vez de o dizer. De mostrar-te através de actos tudo que escrevi. Será possível? Um só toque bastaria, já que o meu olhar é traiçoeiro e quando te olha, não te vê. Porque sabe que se te vir será para nunca mais se desviar de ti. Sim, um toque. Um toque de mim em ti revelaria o toque que tens em mim. A tatuagem que, naturalmente, se foi desenhando em torno de mim, por causa de ti, visando o nós.
You're the ivory to my ebony keys...
Ao mesmo tempo que isto se me afigura tudo muito delicado, logo vem um pensamento tresloucado à cabeça, uma ideia selvagem, uma intenção indomesticável, uma fantasia obstinada, um plano austuciosamente insurgente. Que mescla de profano e sagrado! Despertas as antíteses mais vincadas que há em mim e confundes os meus cinco sentidos. Lá está, é um "quase que prefiro não te encontrar, para não ter que te deixar depois" e um "gosto tanto dele que não sei como o desejar".
QUE SAUDADES. Não sei que fazer quando te encontrar. Sei viver com a ideia de que te vou voltar a ver, mas não com a certeza que depois terei que te deixar, outra vez. E trinco os lábios de raiva, já a pensar no acto de "ir embora".
See I had shrunk yet still you wore me around...
[Somersault in sand with me.]
TP*
quinta-feira, 2 de julho de 2009
The sea

Às vezes, era assim que gostaria de ficar contigo. Amparados por uma paisagem idílica, assim ficariamos até que o mar nos levasse para longe do nosso presente. E perderíamos o nosso juízo e a nossa sanidade. Só porque, de vez em quando, não faz mal fugirmos de uma racionalidade que atazana a nossa subconsciência!...
Worries vanish within my dream!...
Consegues equacionar uma fórmula sobre nós? Eu não. E sinto-me ignorante por isso. Mas também não quero. Porque há fórmulas que dão um resultado negativo. E contigo só quero positivo. É impressionante como me cativas, nem que seja com um gesto, uma expressão, um olhar. Que poder!... Não é bom sentir-me cativa. Mas é bom quando, dentro do cativeiro, consigo soltar-me e fazer(-te) o que quero.
Tem cuidado contigo. Quero abusar de ti.
The sun is shining, the waters clear, just you and I walk along the pier...
Quero-te neste Verão. Quero-te só para mim. Vais ser o meu gelado e eu vou-me derreter de cada vez que chegar perto de ti. Não que mexas demasiado comigo. Apenas mexes o suficiente. (E um pouco mais.)
Estou sem inspiração. As coisas bonitas hoje não me saiem. Talvez porque, de tanto as estar a viver, elas tornam-se demasiado óbvias para ser ditas e descritas.
Mas que mais há a dizer senão um "Amo-te"?
Há palavra que, na Língua Portuguesa, signifique mais? Se encontrares alguma, avisa-me. O saber não ocupa lugar. Mas não te entusiasmes, se a descobrires. É que, sabes, vai haver sempre uma que ainda não é conhecida. Porque ainda não foi inventada. Porque é só minha e tua. Ambos (não) sabemos qual é. O abecedário é demasiado limitado. E nós extravasamo-lo em milhas.
Sim.
Gosto de ti.
Assim, só mais um bocadinho do que agora.
E do que agora.
E assim, sucessivamente, até amanhã.
I left my soul there, down by the sea. I lost control with you.
[Living free.]
TP*
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Starlight

You electrify my life !
(Vou fazer de conta que estás aqui comigo. Posso? Acho que custa menos.)
O simples acto de acordar e não te ver faz já palpitar a minha mente e o meu corpo. E o 'como seria se?' começa a fazer todo o sentido. Não posso deixar de pensar no quanto te queria neste momento. O pensamento é matreiro e é preciso ter cuidado com ele. Assim como é preciso ter cuidado com o que sinto por ti. Está-se a tornar em algo bastante desconhecido e eu começo a não saber lidar com isto de outra maneira senão desejar-te e aspirar-te com quantas forças tenho. Não há nada mais simples, bonito e delicioso do que gostar de ti.
Hold you in my arms, I just wanted to hold you in my arms...
Hoje não quero ver a cidade. Hoje a cidade vai andar demasiado rápido para mim. E eu quero parar no tempo onde te deixei. Quero reportar-me aonde os nossos cheiros se fundiram e pairam no ar. Vou-te procurar em cada esquina da minha mente. E quando te encontrar, prepara-te. És capaz de ficar tonto.
I'll never let you go, if you promise not to fade away, never fade away...
Gosto de ti.
Vamos fugir, um dia, daqui.
Vamos crer que não há tempo.
Que a hora nada mais é do que contratempo.
E a que partida vai teimar em não chegar.
(Ou não fosse este o verbo amar.)
[Our hopes and expectations.]
TP*
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Wire to wire

What is love but the strangest of feelings?
A sin you swallow for the rest of your life?
(Quero-te bem.)
Vou por os meus sentimentos a secar. Andam muito exaltados e querem-se revelar todos ao mesmo tempo. "Calma", digo-lhes eu, "há tempo para tudo".
Onde andas tu, que já não te vejo há tanto tempo? Sinto a nossa falta. Quero tanto estar contigo, estar só mesmo porque se está e se gosta com quem se está. Olha para mim. Não notas que a tua ausência é a anuência da minha insânia? Bem tento controlar. É difícil perante este torpel, esta agitação. Já avisava o poeta, é um querer "sentir tudo de todas as maneiras". E eu sinto. De todas as maneiras. E quero descobrir ainda mais maneiras. Quero explorar a tua maneira. À minha maneira. E à tua, também.
You've been looking for someone to believe in, to love you... We go where the wild blood flows. On our bodies we share the same scar, love me, wherever you are!...
Sim, ama-me onde quer que estejas.
Que eu prometo que farei o mesmo. Aliás, não prometo. Não é preciso. Sabes que não. Promete-se quando não se tem a certeza. E a promessa é aquela garantia da outra parte. Tretas!... Quem ama não promete. Já está inerente ao próprio conceito.
You've been looking for someone you can trust, who will love you, again.
Por muitas e múltiplas coisas que te possa dizer agora, nada explicará melhor o que quero dizer a não ser a expressão : "quero-nos bem".
[Love me, wherever you are.]
TP*
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Invincible

As minhas cordas vocais já se subsumiram àquilo a que se chama de silêncio. Há tanto mais que fala por mim. Não preciso de voz. Para nada. Nem de ouvir nada. Nem de tocar em nada. Nem de saborear nada. Estou mal disposta e ciente disso. Quero lá saber de tudo!... Apetece-me andar ao relento e ao sabor do nada. Não quero perceber, compreender, percepcionar o que quer que seja. Estou farta de querer entender tudo e mais alguma coisa. Basta. Quero que seja assim. Ponto final. Parágrafo. (E quando é parágrafo, muda de assunto.)
'Cause there's no one like you in the universe.
A cada passo que dou sinto a tua presença inerente a mim. É estranho, é como uma espécie de (eu e) tu subentendido. Não me importo com nada que possa surgir. Incrivelmente nada. E se pensarem que estou mudada, também não me importo. Porque não é verdade.
During the struggle they will pull us down, but please, please let's use this chance to turn things around.
Hoje não estou para escrever. Quero deixar na gaveta a minha imaginação, lá bem no fundo, simplesmente porque não me apetece. Não quero textos bonitos, conjuntos de palavras harmoniosas com o propósito de "não-sei-quê". Não quero que tudo seja bonito. Não gosto sequer do que é só bonito. Porque bonito não é perfeito. E perfeito não é bonito. É perfeito.
[Hoje quero ser agressiva.
E vamos ver quem se atreve.]
Não tenho medo de nada. Nem de ninguém. E não me refugio em subterfúgios porque não sou fraca. Eu constituo-me a mim própria. Sou o produto de mim mesma. E o quociente de ti. Incrusta-te em mim. Fixa-te. Não há mais nada que possamos fazer. Já nos apanhou e estamos na teia dele. Dessa palavra comummente mencionada por meio mundo e arredores.
Don't be afraid what your mind conceives. You should make a stand, stand up for what you believe. It makes no difference to me what you leave behind, what you choose to be and whatever they say.
Toma. É teu.
[We can truly say together we're invincible.]
TP*
sábado, 20 de junho de 2009
Destiny
Que fúria. É tal a mistura do que sinto que nem sei o que vale mais a pena sentir. (A questão é que se sente, ponto.)
Dormiste bem? Eu senti-te a mexer de noite. O que tinhas? Saudades? Estavas mesmo ali ao meu lado. Ainda te dei um beijinho a meio da noite, mas não sentiste. Pareces um anjo a dormir. E eu gosto de te observar.
Sonhos!...
Now I dream of you, but I still believe...
Não me perguntes nada. Não há espaço para interrogações, retóricas ou não, na minha cabeça. Dou-te respostas sem mas pedires. E as certezas abalroam a minha mente, como se tudo fosse já um dado adquirido. Como se fosse? Não. É.
Estou muito irritada. O meu sistema nervoso insiste em lutar comigo mesma, mas considero que seja mais forte do que ele. Ele é apenas um sistema. Eu sou o comando. Sim, corre mal. Sim, há irresponsabilidades que não deveriam existir. Mas depois "há" tu. E isso realmente importa e releva para a magnitude que é essa coisa a que chamam felicidade.
I'm thinking back to the last day we had.
Não me sais da cabeça. Resolveste alugar o meu pensamento (sim, considero que seja bem móvel) de tal maneira que sinto que tenho que te cobrar esse aluguer diariamente. E gosto de o fazer à maneira antiga. Estou farta de usar a tecnologia. Telemóvel e computador facilitam, sim, mas não quero facilitar porque isto não é difícil sequer. É a lógica socrática a funcionar ao seu mais alto nível. As pessoas que gostam de outras querem passar tempo com elas. Eu gosto de ti. Logo, eu quero passar tempo contigo.
Soon I know I'll be back with you, I'm nearly with you.
Despoletaste um cruzamento de sensações no meu organismo que eu nem sei em que botões se carrega para tirar esta auréola que envolve todo o meu ser. Mas também não a quero tirar. Gosto desta consciência íntima de mim mesma. Gosto de ter noção de que estou a perder a noção. Mas que ainda assim estou contente. E não é a isso que se aspira?
When I'm weak I draw strength from you, and when you're lost I know how to change your mood. And when I'm down you breathe life over me...
Gosto de te ter por perto. Fica comigo e encosta-te a mim. O mais é nada.
Even though we're miles apart we are each other's destiny.
I'm bending time getting back to you...
(Mas não deixo de estar furiosa.)
[Each other's destiny.]
TP*
sexta-feira, 19 de junho de 2009
In the waiting line ( dia D )

Acreditas que a cada minuto que passa me apaixono por ti?
Acreditas nisto?
Acreditas que cada vez mais acredito nisto?
Acreditas que te acredito e que nos acredito?
Do you believe in what you see?
It doesn't seem to be anybody else who agrees with me...
Wait in the line, 'till your time...
Valeu a pena esperar.
Cada gargalhada. O aroma de cada acto e movimento teu. Os pensamentos que te adivinhava. A frases já previstas. O toque da tua pele. O teu toque. O teu toque em mim. E o meu toque em ti. As tuas mãos envolventes. O teu olhar pensativo. O teu abraço. (E que abraço!...) A incoerência com que falavamos. Queria lá saber de falar!... Estavas ali, ponto final. Parágrafo.
Valeu a pena.
Pareço uma criança que se apaixona pela primeira vez pelo melhor amigo.
Encaro-te com uma ternura que não conhecia em mim. E sinto um brilho inocente nos olhos (sinto mesmo) quando estou contigo. (E quando não estou contigo, também.)
Cada tecla deste computador nada mais procura do que uma hipótese (não utópica) de voltar a estar contigo. Quero encostar a cabeça no teu peito. (Sim, como tu disseste que eu ia acordar hoje.) Quero roçar a minha cara na tua e dar-te um beijinho à chinês (nariz com nariz). E não me importo com a barba!...
(Até da tua barba eu gosto.)
(É bonita, porque é tua.)
And i'll shout and i'll scream, but i'd rather not be seen.
O teu perfume é-me tanto!...
Não vás embora.
O adeus custa, porque não é justo.
Mas se não houvesse adeus, não havia espera. E sabe deliciosamente bem esperar por ti. Gosto de ti. E gosto de ti gostar de ti, também. Dá-me um beijinho para sempre. Quero ficar com a marca desse beijinho.
Só sei que quero sempre esperar por ti. Se for para ser como o hoje que foi hoje, quero esperar sempre pelo amanhã que leva ao hoje. És bonito. Porque és como és quando (não) estás comigo. Foge comigo. Sonha comigo. Sê comigo.
(Dorme comigo.)
Que COISA!...
Different things to me...
Different things to me.
TP*
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Enjoy the silence (dia 5)

Um dia alguém me disse para não falar. Não por não me querer ouvir, não por falar demais. Simplesmente, "não fales". O silêncio é o teu melhor amigo.
Mas falei. Poderia ter ficado calada. Ficou tudo tão aquém do que queria dizer. Fica sempre tudo aquém do que quero dizer. Palavras. Que são palavras perante factos? Meras coordenadas.
Words like violence break the silence, come crashing in, into my little world...
Tenho tanto para te dizer. E tanto para te mostrar. E sussurar-te ao ouvido (de forma quase imperceptível) que te gosto. E que por te gostar, tenho que te ver. E por ter que te ver, tenho que te ter. E por ter que te ter, tenho que te saber meu.
Mas se estivesse agora contigo, nada mais te diria do que "silêncio". Não digas nada. Não precisamos. Há coisas que falam por si. E nos falamos por nós.
Preciso-te. Espero-te. Quero-te. Requero-te. Estimo-te. Retenho-te. Cobiço-te. Ambiciono-te. Pretendo-te.
Words are very unnecessary...
Que mania de só precisar do que não posso ter.
Que vício do "ter-que-ser-só-porque-sim".
Anseio-te.
E enquanto isso, vou convivendo com um scrabble de sentimentos e emoções constangedores. Eu não sabia que era assim. Mas gosto de o ser. Porque sou-o por ti. E isso significa muito. Tudo tem um propósito. Tu és o meu. E, quando te encontrar, vais percebê-lo a sangue frio. Vais entender que não adianta. Nada adianta. Nada importa. São, claramente, paralelismos disformes, com função desequilibradora. E apetece-me um equilíbrio. Mas também estou bem sem ele. É conforme o conforme.
Vows are spoken to be broken. Feelings are intense, words are trivial. Pleasures remain...
Coisas que não se lembram.
Simplesmente porque não chegaram a ser esquecidas.
Words are meaningless and forgettable!...
[All i ever needed is here.
In my arms.]
TP*
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Creep (dia 4)

Vais ler-me, que eu sei.
Então lê.
Vê e percebe que isto não é um isto sem mais.
É um tudo com tanto!
O relógio insiste. Não deixa parar o tempo no momento em que te deixei. E sentir-te cinco-sentidamente. Tento não ouvir a melodia do "tic-tac", mas não adianta. Ela não se importa com a minha vontade. Matuta na minha cabeça como um pica-pau.
(E SABER QUE EXISTES!...)
You're just like an angel, your skin makes me cry. You float like a feather in a beautiful world.
Não quero saber de futuros e políticas de planeamento, recheadas de incertezas que só servem para nada mais do que nada. Não és sequer o meu amante. Nem o meu amor. Nem o meu amigo. Nem o meu conhecido. Não és somente meu. És O meu. E meu basta. Meu basta para tua. E teu basta para meu.
Sem definições.
(Na definição está o definido.)
Meu.
I wish I was special...
Controlo-me para não correr atrás de ti. Sempre segui instintos. E tu despertas-me muito esse instinto. Mas também despertas a vontade de controlar. E dou o dito por não dito.
I don't care if it hurts, I wanna have control.
Não é químico. Não é arte. Não é biológico. Não é psicológico.
Não é mecânico. Não é turismo. Não político. Não é ensino.
É (meta)físico. E é direito.
Se é que me faço entender.
Vou-te contar um segredo.
Sabes em que penso quando penso que só penso em pensar em ti, mesmo já estando a pensar?
Shiu. Não te vou dizer.
E sabes porquê?
É segredo.
I want you to notice when I'm not around. You're so fuckin' special.
Whatever makes you happy, whatever you want...
[ So fuckin' special. ]
TP*
terça-feira, 16 de junho de 2009
Choose Love (dia 3)

I choose to hide, but I look for you all the time. I choose to run but I'm begging for you to come.
Quanto mais te tento evitar, mais te penso.
Mas eu quero pensar-te. Eu não te quero evitar. Quero-me perder contigo, nem que seja (só (?) ) em pensamento. Fazes-me falta. Faz-me bem fazeres-me falta. Faz-me.
Onde estás? Não me vejo em mais lugar nenhum a não ser colada a todo e qualquer fragmento teu. Arde-me amar-te. Mas é um ardor que eu gosto. É doce.
Perde-te comigo.
Pede-me um "contigo".
Pende-me em ti.
Prende-te em mim.
I don't feel scared, honey, if you care.
Quero estudar. Mas sussurras-me ao ouvido constantemente. Um sopro tão corrosivo. E eu sei que vais continuar. Porque tu sabes que sim. Sabes que (me) tens. Sabes o que (não) tens. E o que podes ter. Palavras são bonitas sim. Mas tu és mais. E por não te saber descrever, continuas a afogar-me na tua imagem idílico-imperfeita. E eu gosto tanto!...
Don't wanna hear, I wanna fight, 'cause this time I won't be wrong. And I can waste this precious time asking where do I belong.
Não sei se vou aguentar mais um dia sem ti. Anseio por viver-te plenamente!... Tanto. Sem mas, nem se's, nem senãos. Sem consequências. Somente a impetuosidade de uma paixão que, pura e simplesmente, não pode ser negada. Por tudo aquilo que acarreta. (Ou pretende acarretar.) E esse tudo é tanto...
So let me know your love is real, 'cause this time you won't control. Tell me please, what do you feel...
Vou continuar a sentir.
A tua falta.
Tu faltas-me.
E eu farto-me.
Porque quero.
Te.
TP*
segunda-feira, 15 de junho de 2009
You Picked Me (dia 2)

Impossível.
One, two, three, counting out the signs we see...
Já paira a saudade no ar. Paira em cada canto da minha sala. Em cada área onde me encontro. Para qualquer lado que olhe.
(E saber que existes!...)
É só algum tempo, não é? Que vontade. Que impulso de te sentir. De dar a mão a mim mesma, mesmo desgastada e de rastos, e de me guiar até ti.
Four, five, six, the two of us a perfect fit...
Apetece-me-nos. É uma ginástica mental pensar em ti. Tenho tanto que fazer!... E quero tanto ter que TE fazer!... Vem ter comigo, não demores. Cada minuto que passa, esbanjado por uma necessidade de repensar um 'não-sei-quê' evidente, é menos um minuto nosso. Cada vez mais um minuto lá fora. Cada vez menos um minuto teu, um minuto meu. Cada vez menos próxima.
A distância é traidora. Pensamos que somos mais fortes e que ela não é senão apenas uma questão conexa. Mas não. Ela é o factor. E nós somos a consequência. E a consequência que ela tem em mim é nada mais do que ensurdecer a minha sanidade mental, de tanto que te quero.
E eu não peço mais nada a não ser querer-te, pensar-te, desejar-te.
All I can say is you blow me away...
Vontade é a palavra certa.
O medo já passou há muito.
A saudade cresce.
Já aumentou.
E eu, amo-te.
TP*
Run (dia 1)

I'll sing it one last time for you, then we really have to go. You've been the only thing that's right in all I've done.
And I can barely look at you, but every single time I do I know we'll make it anywhere away from here. Light up, light up as if you have a choice, even if you cannot hear my voice, I'll be right beside you dear!...
Louder, louder and we'll run for our lives. I can hardly speak I understand why you can't raise your voice to say.
[ Que inveja de ti. Podes-te ver sempre que quiseres. Estás sempre contigo. Sentes sempre o teu cheiro. Podes molhar os teus lábios sempre que quiseres. Podes passar a mão pelo teu cabelo à vontade. Estás sempre na tua cabeça. És sempre tu. E eu amo o "tu" que há em "ti".]
To think I might not see those eyes makes it so hard not to cry and as we say our long goodbye I nearly do.
Slower, slower, we don't have time for that. All I want is to find an easier way to get out of our little heads. Have heart my dear. We're bound to be afraid, even if it's just for a few days making up for all this mess.
TP *
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