sexta-feira, 26 de junho de 2009

Starlight


You electrify my life !

(Vou fazer de conta que estás aqui comigo. Posso? Acho que custa menos.)

O simples acto de acordar e não te ver faz já palpitar a minha mente e o meu corpo. E o 'como seria se?' começa a fazer todo o sentido. Não posso deixar de pensar no quanto te queria neste momento. O pensamento é matreiro e é preciso ter cuidado com ele. Assim como é preciso ter cuidado com o que sinto por ti. Está-se a tornar em algo bastante desconhecido e eu começo a não saber lidar com isto de outra maneira senão desejar-te e aspirar-te com quantas forças tenho. Não há nada mais simples, bonito e delicioso do que gostar de ti.

Hold you in my arms, I just wanted to hold you in my arms...

Hoje não quero ver a cidade. Hoje a cidade vai andar demasiado rápido para mim. E eu quero parar no tempo onde te deixei. Quero reportar-me aonde os nossos cheiros se fundiram e pairam no ar. Vou-te procurar em cada esquina da minha mente. E quando te encontrar, prepara-te. És capaz de ficar tonto.

I'll never let you go, if you promise not to fade away, never fade away...

Gosto de ti.
Vamos fugir, um dia, daqui.
Vamos crer que não há tempo.
Que a hora nada mais é do que contratempo.
E a que partida vai teimar em não chegar.
(Ou não fosse este o verbo amar.)



[Our hopes and expectations.]

TP*

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Wire to wire


What is love but the strangest of feelings?
A sin you swallow for the rest of your life?


(Quero-te bem.)

Vou por os meus sentimentos a secar. Andam muito exaltados e querem-se revelar todos ao mesmo tempo. "Calma", digo-lhes eu, "há tempo para tudo".

Onde andas tu, que já não te vejo há tanto tempo? Sinto a nossa falta. Quero tanto estar contigo, estar só mesmo porque se está e se gosta com quem se está. Olha para mim. Não notas que a tua ausência é a anuência da minha insânia? Bem tento controlar. É difícil perante este torpel, esta agitação. Já avisava o poeta, é um querer "sentir tudo de todas as maneiras". E eu sinto. De todas as maneiras. E quero descobrir ainda mais maneiras. Quero explorar a tua maneira. À minha maneira. E à tua, também.

You've been looking for someone to believe in, to love you... We go where the wild blood flows. On our bodies we share the same scar, love me, wherever you are!...

Sim, ama-me onde quer que estejas.
Que eu prometo que farei o mesmo. Aliás, não prometo. Não é preciso. Sabes que não. Promete-se quando não se tem a certeza. E a promessa é aquela garantia da outra parte. Tretas!... Quem ama não promete. Já está inerente ao próprio conceito.

You've been looking for someone you can trust, who will love you, again.

Por muitas e múltiplas coisas que te possa dizer agora, nada explicará melhor o que quero dizer a não ser a expressão : "quero-nos bem".



[Love me, wherever you are.]

TP*

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Invincible



As minhas cordas vocais já se subsumiram àquilo a que se chama de silêncio. Há tanto mais que fala por mim. Não preciso de voz. Para nada. Nem de ouvir nada. Nem de tocar em nada. Nem de saborear nada. Estou mal disposta e ciente disso. Quero lá saber de tudo!... Apetece-me andar ao relento e ao sabor do nada. Não quero perceber, compreender, percepcionar o que quer que seja. Estou farta de querer entender tudo e mais alguma coisa. Basta. Quero que seja assim. Ponto final. Parágrafo. (E quando é parágrafo, muda de assunto.)

'Cause there's no one like you in the universe.

A cada passo que dou sinto a tua presença inerente a mim. É estranho, é como uma espécie de (eu e) tu subentendido. Não me importo com nada que possa surgir. Incrivelmente nada. E se pensarem que estou mudada, também não me importo. Porque não é verdade.

During the struggle they will pull us down, but please, please let's use this chance to turn things around.

Hoje não estou para escrever. Quero deixar na gaveta a minha imaginação, lá bem no fundo, simplesmente porque não me apetece. Não quero textos bonitos, conjuntos de palavras harmoniosas com o propósito de "não-sei-quê". Não quero que tudo seja bonito. Não gosto sequer do que é só bonito. Porque bonito não é perfeito. E perfeito não é bonito. É perfeito.

[Hoje quero ser agressiva.
E vamos ver quem se atreve.]

Não tenho medo de nada. Nem de ninguém. E não me refugio em subterfúgios porque não sou fraca. Eu constituo-me a mim própria. Sou o produto de mim mesma. E o quociente de ti. Incrusta-te em mim. Fixa-te. Não há mais nada que possamos fazer. Já nos apanhou e estamos na teia dele. Dessa palavra comummente mencionada por meio mundo e arredores.

Don't be afraid what your mind conceives. You should make a stand, stand up for what you believe. It makes no difference to me what you leave behind, what you choose to be and whatever they say.

Toma. É teu.



[We can truly say together we're invincible.]

TP*

sábado, 20 de junho de 2009

Destiny



Que fúria. É tal a mistura do que sinto que nem sei o que vale mais a pena sentir. (A questão é que se sente, ponto.)

Dormiste bem? Eu senti-te a mexer de noite. O que tinhas? Saudades? Estavas mesmo ali ao meu lado. Ainda te dei um beijinho a meio da noite, mas não sentiste. Pareces um anjo a dormir. E eu gosto de te observar.

Sonhos!...

Now I dream of you, but I still believe...

Não me perguntes nada. Não há espaço para interrogações, retóricas ou não, na minha cabeça. Dou-te respostas sem mas pedires. E as certezas abalroam a minha mente, como se tudo fosse já um dado adquirido. Como se fosse? Não. É.

Estou muito irritada. O meu sistema nervoso insiste em lutar comigo mesma, mas considero que seja mais forte do que ele. Ele é apenas um sistema. Eu sou o comando. Sim, corre mal. Sim, há irresponsabilidades que não deveriam existir. Mas depois "há" tu. E isso realmente importa e releva para a magnitude que é essa coisa a que chamam felicidade.

I'm thinking back to the last day we had.

Não me sais da cabeça. Resolveste alugar o meu pensamento (sim, considero que seja bem móvel) de tal maneira que sinto que tenho que te cobrar esse aluguer diariamente. E gosto de o fazer à maneira antiga. Estou farta de usar a tecnologia. Telemóvel e computador facilitam, sim, mas não quero facilitar porque isto não é difícil sequer. É a lógica socrática a funcionar ao seu mais alto nível. As pessoas que gostam de outras querem passar tempo com elas. Eu gosto de ti. Logo, eu quero passar tempo contigo.

Soon I know I'll be back with you, I'm nearly with you.


Despoletaste um cruzamento de sensações no meu organismo que eu nem sei em que botões se carrega para tirar esta auréola que envolve todo o meu ser. Mas também não a quero tirar. Gosto desta consciência íntima de mim mesma. Gosto de ter noção de que estou a perder a noção. Mas que ainda assim estou contente. E não é a isso que se aspira?

When I'm weak I draw strength from you, and when you're lost I know how to change your mood. And when I'm down you breathe life over me...

Gosto de te ter por perto. Fica comigo e encosta-te a mim. O mais é nada.

Even though we're miles apart we are each other's destiny.

I'm bending time getting back to you...

(Mas não deixo de estar furiosa.)



[Each other's destiny.]

TP*

sexta-feira, 19 de junho de 2009

In the waiting line ( dia D )


Acreditas que a cada minuto que passa me apaixono por ti?
Acreditas nisto?
Acreditas que cada vez mais acredito nisto?
Acreditas que te acredito e que nos acredito?

Do you believe in what you see?
It doesn't seem to be anybody else who agrees with me...

Wait in the line, 'till your time...


Valeu a pena esperar.
Cada gargalhada. O aroma de cada acto e movimento teu. Os pensamentos que te adivinhava. A frases já previstas. O toque da tua pele. O teu toque. O teu toque em mim. E o meu toque em ti. As tuas mãos envolventes. O teu olhar pensativo. O teu abraço. (E que abraço!...) A incoerência com que falavamos. Queria lá saber de falar!... Estavas ali, ponto final. Parágrafo.
Valeu a pena.

Pareço uma criança que se apaixona pela primeira vez pelo melhor amigo.
Encaro-te com uma ternura que não conhecia em mim. E sinto um brilho inocente nos olhos (sinto mesmo) quando estou contigo. (E quando não estou contigo, também.)
Cada tecla deste computador nada mais procura do que uma hipótese (não utópica) de voltar a estar contigo. Quero encostar a cabeça no teu peito. (Sim, como tu disseste que eu ia acordar hoje.) Quero roçar a minha cara na tua e dar-te um beijinho à chinês (nariz com nariz). E não me importo com a barba!...

(Até da tua barba eu gosto.)
(É bonita, porque é tua.)

And i'll shout and i'll scream, but i'd rather not be seen.

O teu perfume é-me tanto!...

Não vás embora.
O adeus custa, porque não é justo.
Mas se não houvesse adeus, não havia espera. E sabe deliciosamente bem esperar por ti. Gosto de ti. E gosto de ti gostar de ti, também. Dá-me um beijinho para sempre. Quero ficar com a marca desse beijinho.

Só sei que quero sempre esperar por ti. Se for para ser como o hoje que foi hoje, quero esperar sempre pelo amanhã que leva ao hoje. És bonito. Porque és como és quando (não) estás comigo. Foge comigo. Sonha comigo. Sê comigo.

(Dorme comigo.)

Que COISA!...

Different things to me...
Different things to me.




TP*

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Enjoy the silence (dia 5)



Um dia alguém me disse para não falar. Não por não me querer ouvir, não por falar demais. Simplesmente, "não fales". O silêncio é o teu melhor amigo.

Mas falei. Poderia ter ficado calada. Ficou tudo tão aquém do que queria dizer. Fica sempre tudo aquém do que quero dizer. Palavras. Que são palavras perante factos? Meras coordenadas.

Words like violence break the silence, come crashing in, into my little world...

Tenho tanto para te dizer. E tanto para te mostrar. E sussurar-te ao ouvido (de forma quase imperceptível) que te gosto. E que por te gostar, tenho que te ver. E por ter que te ver, tenho que te ter. E por ter que te ter, tenho que te saber meu.

Mas se estivesse agora contigo, nada mais te diria do que "silêncio". Não digas nada. Não precisamos. Há coisas que falam por si. E nos falamos por nós.

Preciso-te. Espero-te. Quero-te. Requero-te. Estimo-te. Retenho-te. Cobiço-te. Ambiciono-te. Pretendo-te.

Words are very unnecessary...

Que mania de só precisar do que não posso ter.
Que vício do "ter-que-ser-só-porque-sim".

Anseio-te.
E enquanto isso, vou convivendo com um scrabble de sentimentos e emoções constangedores. Eu não sabia que era assim. Mas gosto de o ser. Porque sou-o por ti. E isso significa muito. Tudo tem um propósito. Tu és o meu. E, quando te encontrar, vais percebê-lo a sangue frio. Vais entender que não adianta. Nada adianta. Nada importa. São, claramente, paralelismos disformes, com função desequilibradora. E apetece-me um equilíbrio. Mas também estou bem sem ele. É conforme o conforme.

Vows are spoken to be broken. Feelings are intense, words are trivial. Pleasures remain...

Coisas que não se lembram.
Simplesmente porque não chegaram a ser esquecidas.

Words are meaningless and forgettable!...

[All i ever needed is here.
In my arms.]



TP*

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Creep (dia 4)


Vais ler-me, que eu sei.
Então lê.
Vê e percebe que isto não é um isto sem mais.
É um tudo com tanto!

O relógio insiste. Não deixa parar o tempo no momento em que te deixei. E sentir-te cinco-sentidamente. Tento não ouvir a melodia do "tic-tac", mas não adianta. Ela não se importa com a minha vontade. Matuta na minha cabeça como um pica-pau.

(E SABER QUE EXISTES!...)

You're just like an angel, your skin makes me cry. You float like a feather in a beautiful world.

Não quero saber de futuros e políticas de planeamento, recheadas de incertezas que só servem para nada mais do que nada. Não és sequer o meu amante. Nem o meu amor. Nem o meu amigo. Nem o meu conhecido. Não és somente meu. És O meu. E meu basta. Meu basta para tua. E teu basta para meu.
Sem definições.
(Na definição está o definido.)
Meu.

I wish I was special...

Controlo-me para não correr atrás de ti. Sempre segui instintos. E tu despertas-me muito esse instinto. Mas também despertas a vontade de controlar. E dou o dito por não dito.

I don't care if it hurts, I wanna have control.

Não é químico. Não é arte. Não é biológico. Não é psicológico.
Não é mecânico. Não é turismo. Não político. Não é ensino.

É (meta)físico. E é direito.
Se é que me faço entender.

Vou-te contar um segredo.
Sabes em que penso quando penso que só penso em pensar em ti, mesmo já estando a pensar?
Shiu. Não te vou dizer.
E sabes porquê?
É segredo.

I want you to notice when I'm not around. You're so fuckin' special.
Whatever makes you happy, whatever you want...




[ So fuckin' special. ]

TP*

terça-feira, 16 de junho de 2009

Choose Love (dia 3)



I choose to hide, but I look for you all the time. I choose to run but I'm begging for you to come.

Quanto mais te tento evitar, mais te penso.
Mas eu quero pensar-te. Eu não te quero evitar. Quero-me perder contigo, nem que seja (só (?) ) em pensamento. Fazes-me falta. Faz-me bem fazeres-me falta. Faz-me.

Onde estás? Não me vejo em mais lugar nenhum a não ser colada a todo e qualquer fragmento teu. Arde-me amar-te. Mas é um ardor que eu gosto. É doce.

Perde-te comigo.
Pede-me um "contigo".
Pende-me em ti.
Prende-te em mim.

I don't feel scared, honey, if you care.

Quero estudar. Mas sussurras-me ao ouvido constantemente. Um sopro tão corrosivo. E eu sei que vais continuar. Porque tu sabes que sim. Sabes que (me) tens. Sabes o que (não) tens. E o que podes ter. Palavras são bonitas sim. Mas tu és mais. E por não te saber descrever, continuas a afogar-me na tua imagem idílico-imperfeita. E eu gosto tanto!...

Don't wanna hear, I wanna fight, 'cause this time I won't be wrong. And I can waste this precious time asking where do I belong.

Não sei se vou aguentar mais um dia sem ti. Anseio por viver-te plenamente!... Tanto. Sem mas, nem se's, nem senãos. Sem consequências. Somente a impetuosidade de uma paixão que, pura e simplesmente, não pode ser negada. Por tudo aquilo que acarreta. (Ou pretende acarretar.) E esse tudo é tanto...


So let me know your love is real, 'cause this time you won't control. Tell me please, what do you feel...


Vou continuar a sentir.
A tua falta.
Tu faltas-me.
E eu farto-me.
Porque quero.
Te.



TP*

segunda-feira, 15 de junho de 2009

You Picked Me (dia 2)



Impossível.

One, two, three, counting out the signs we see...

Já paira a saudade no ar. Paira em cada canto da minha sala. Em cada área onde me encontro. Para qualquer lado que olhe.

(E saber que existes!...)

É só algum tempo, não é? Que vontade. Que impulso de te sentir. De dar a mão a mim mesma, mesmo desgastada e de rastos, e de me guiar até ti.

Four, five, six, the two of us a perfect fit...

Apetece-me-nos. É uma ginástica mental pensar em ti. Tenho tanto que fazer!... E quero tanto ter que TE fazer!... Vem ter comigo, não demores. Cada minuto que passa, esbanjado por uma necessidade de repensar um 'não-sei-quê' evidente, é menos um minuto nosso. Cada vez mais um minuto lá fora. Cada vez menos um minuto teu, um minuto meu. Cada vez menos próxima.

A distância é traidora. Pensamos que somos mais fortes e que ela não é senão apenas uma questão conexa. Mas não. Ela é o factor. E nós somos a consequência. E a consequência que ela tem em mim é nada mais do que ensurdecer a minha sanidade mental, de tanto que te quero.

E eu não peço mais nada a não ser querer-te, pensar-te, desejar-te.

All I can say is you blow me away...

Vontade é a palavra certa.
O medo já passou há muito.
A saudade cresce.
Já aumentou.
E eu, amo-te.



TP*

Run (dia 1)


I'll sing it one last time for you, then we really have to go. You've been the only thing that's right in all I've done.

And I can barely look at you, but every single time I do I know we'll make it anywhere away from here. Light up, light up as if you have a choice, even if you cannot hear my voice, I'll be right beside you dear!...
Louder, louder and we'll run for our lives. I can hardly speak I understand why you can't raise your voice to say.

[ Que inveja de ti. Podes-te ver sempre que quiseres. Estás sempre contigo. Sentes sempre o teu cheiro. Podes molhar os teus lábios sempre que quiseres. Podes passar a mão pelo teu cabelo à vontade. Estás sempre na tua cabeça. És sempre tu. E eu amo o "tu" que há em "ti".]

To think I might not see those eyes makes it so hard not to cry and as we say our long goodbye I nearly do.

Slower, slower, we don't have time for that. All I want is to find an easier way to get out of our little heads. Have heart my dear. We're bound to be afraid, even if it's just for a few days making up for all this mess.



TP *