sábado, 14 de novembro de 2009

Diferentemente igual.


Era uma vez uma menina
Que um dia se apaixonou
(Talvez destino, talvez sina)
Por ele, que a arrebatou.

E era uma vez um menino,
Que um dia se sentiu a mudar.
(O amor é muito fino!)
E nisto, já estava a amar.

E ela sonha acordada,
Horas e horas a fio.
E sente-se perdoada
Daquele adeus sombrio.

Ela sabe onde beijar
E segurar no seu coração.
Ela só quer agarrar
O que já ficou em vão.

Ele anda contente
E certo que é para valer.
Ele já lhe fez frente,
Esteve a passo de a perder.

Ele gosta de a mimar
Mas também de ser mimado,
Ele pede para ela o tratar
Com doçura e cuidado.

Ela tem verde no olhar
E no sangue rebeldia.
Ele tem garra a falar,
A sua presença é terapia.

Ela é muito teimosa,
Ele é bastante orgulhoso.
Ela revela-se extremosa,
Ele sabe ser carinhoso.

Ela sente que cresce
Um amor forte e invulgar.
Ele corrobora e eis que floresce
A paixão que os vai eternizar.

Ele já pensou que não.
Ela já pensou que sim.
Mas no meio da confusão,
Sabiam que ia ser assim.

Ele ama-a e ela é amada
Juntos vão ter de ficar.
E assim é a história contada,
Ao gosto da quadra popular.

TP*

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