quinta-feira, 18 de junho de 2009

Enjoy the silence (dia 5)



Um dia alguém me disse para não falar. Não por não me querer ouvir, não por falar demais. Simplesmente, "não fales". O silêncio é o teu melhor amigo.

Mas falei. Poderia ter ficado calada. Ficou tudo tão aquém do que queria dizer. Fica sempre tudo aquém do que quero dizer. Palavras. Que são palavras perante factos? Meras coordenadas.

Words like violence break the silence, come crashing in, into my little world...

Tenho tanto para te dizer. E tanto para te mostrar. E sussurar-te ao ouvido (de forma quase imperceptível) que te gosto. E que por te gostar, tenho que te ver. E por ter que te ver, tenho que te ter. E por ter que te ter, tenho que te saber meu.

Mas se estivesse agora contigo, nada mais te diria do que "silêncio". Não digas nada. Não precisamos. Há coisas que falam por si. E nos falamos por nós.

Preciso-te. Espero-te. Quero-te. Requero-te. Estimo-te. Retenho-te. Cobiço-te. Ambiciono-te. Pretendo-te.

Words are very unnecessary...

Que mania de só precisar do que não posso ter.
Que vício do "ter-que-ser-só-porque-sim".

Anseio-te.
E enquanto isso, vou convivendo com um scrabble de sentimentos e emoções constangedores. Eu não sabia que era assim. Mas gosto de o ser. Porque sou-o por ti. E isso significa muito. Tudo tem um propósito. Tu és o meu. E, quando te encontrar, vais percebê-lo a sangue frio. Vais entender que não adianta. Nada adianta. Nada importa. São, claramente, paralelismos disformes, com função desequilibradora. E apetece-me um equilíbrio. Mas também estou bem sem ele. É conforme o conforme.

Vows are spoken to be broken. Feelings are intense, words are trivial. Pleasures remain...

Coisas que não se lembram.
Simplesmente porque não chegaram a ser esquecidas.

Words are meaningless and forgettable!...

[All i ever needed is here.
In my arms.]



TP*

Sem comentários: