sexta-feira, 17 de julho de 2009

Desabafo


Um dia pensei que as fantasias não passavam disso e que nunca teriam qualidades quotidianas, reais.
Um dia pensei nunca mais te ver. Um dia imaginei-te perto de mim.
Um dia desejei tanto que soubesses que estava a pensar em ti, que fiz muita força para que sentisses. (Sentiste?)
Um dia chorei por estar a negar-te-me-nos.
Um dia sufoquei. E não aguentei.

Quantas vezes desejei não ter personalidade.
Quantas vezes sonhei recuar no tempo.
Quantas vezes me agarrei a músicas, cujos acordes me faziam ouvir-te.
Quantos milhões de recantos me lembravam de nós.

Aquele nós era tão apetecível, tão intenso e tão credível.
Aquele tu era tão amado.
Aquele eu estava a renascer por te amar.

Posso tentar dizer muita coisa, já sabes que nada se compara ao efectivamente sentido. Por mais tentativas que possa fazer, tu és sem dúvida muito mais que palavras. Nós somos muito mais que expressões e isto é muito mais que tudo.

Hoje sei que te amo. Hoje sei que te quero, elevado ao infinito.
Hoje sei que nada mais me pode fazer recuar, porque simplesmente isto é já demasiado avançado.
Hoje sei que se pudesse voltar atrás, faria tudo diferente. (Ou não. Por mais penosos que possam ter sido aqueles sete meses, há que valorizá-los, eles fizeram-nos ver o bem que quase perdemos, por causa do medo de tentar.)

Não querendo ser pretensiosa, nunca hás-de encontrar nada igual.
É demasiado próprio.
É totalmente fora-de-série.
E sabe tão bem quanto o bem que faz.

Amanhã não sei.
Mas se houver amanhã, que seja tão bom ou melhor que o hoje.



[Maybe tomorrow i'll find my way home.]

TP*

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