quinta-feira, 2 de julho de 2009

The sea


Às vezes, era assim que gostaria de ficar contigo. Amparados por uma paisagem idílica, assim ficariamos até que o mar nos levasse para longe do nosso presente. E perderíamos o nosso juízo e a nossa sanidade. Só porque, de vez em quando, não faz mal fugirmos de uma racionalidade que atazana a nossa subconsciência!...

Worries vanish within my dream!...

Consegues equacionar uma fórmula sobre nós? Eu não. E sinto-me ignorante por isso. Mas também não quero. Porque há fórmulas que dão um resultado negativo. E contigo só quero positivo. É impressionante como me cativas, nem que seja com um gesto, uma expressão, um olhar. Que poder!... Não é bom sentir-me cativa. Mas é bom quando, dentro do cativeiro, consigo soltar-me e fazer(-te) o que quero.

Tem cuidado contigo. Quero abusar de ti.

The sun is shining, the waters clear, just you and I walk along the pier...

Quero-te neste Verão. Quero-te só para mim. Vais ser o meu gelado e eu vou-me derreter de cada vez que chegar perto de ti. Não que mexas demasiado comigo. Apenas mexes o suficiente. (E um pouco mais.)

Estou sem inspiração. As coisas bonitas hoje não me saiem. Talvez porque, de tanto as estar a viver, elas tornam-se demasiado óbvias para ser ditas e descritas.

Mas que mais há a dizer senão um "Amo-te"?
Há palavra que, na Língua Portuguesa, signifique mais? Se encontrares alguma, avisa-me. O saber não ocupa lugar. Mas não te entusiasmes, se a descobrires. É que, sabes, vai haver sempre uma que ainda não é conhecida. Porque ainda não foi inventada. Porque é só minha e tua. Ambos (não) sabemos qual é. O abecedário é demasiado limitado. E nós extravasamo-lo em milhas.

Sim.
Gosto de ti.
Assim, só mais um bocadinho do que agora.
E do que agora.
E assim, sucessivamente, até amanhã.

I left my soul there, down by the sea. I lost control with you.


[Living free.]

TP*

Sem comentários: