quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Fragile




Não consigo apaziguar este estado de ansiedade. A ânsia de querer dizer tudo, apenas com um sopro desmedido. Dizer dói menos do que pensar no que dizer. Queria dizer imagens. Mas só as posso pensar. Imagens nítidas, onde moram, acomodadas, todas as peças do puzzle da minha vida. Contudo, num acervo de raiva, descobri que o meu puzzle está incompleto. Alguém (me) roubou as peças e ocultou-as num esconderijo macabro. Não consigo deslocar-me . Não tenho medo do medo, o medo é que tem medo de mim.

Inquieta-me que o sono insista em fugir. Deve estar junto das tais peças. Certamente que farão da minha tortura grande regozijo.

Não me importo, nem me deixo comover.
Apelida-se "revolta" e vem com companhia. Apresentam-se como farpas alojadas na camada mais ténue do meu coração. Bem-vindas! Esta noite terão o lugar mais composto da minha cama. Aquele que me abraça e me envolve, no ciclo matreiro e monótono do breu. (Não) Serão boas conselheiras.

É meia noite.
Adeus.
Se perguntarem por mim, estou a dormir.
Se não perguntarem, estou a embalar o meu coração.


Tem cuidado.
É fragile.



Tomorrow's rain will wash the stains away
But something in our minds will always stay


Perhaps this final act was meant
To clinch a lifetime's argument
That nothing comes from violence
And nothing ever could
For all those born beneath an angry star
Lest we forget how fragile we are


Like tears from a star
On and on the rain will say
How fragile we are


TP*

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

i feel the same.



Twenty seconds on my bad time
I feel you're on the run...


Por mais esforços que tente fazer, só lágrimas rasgadas é que se revelam as mais assertivas para tentar exprimir o que quer que seja.

Never live too long to make right
I see you're doing fine...


And when i get that feeling,
I can no longer slide
I can no longer run
I don't know...

I can no longer hide
For it's no longer fun
I don't know...


Deixei-me cair ao chão e o chão está cheio de cacos espalhados por todos os cantos do meu ser. A força das palavras pode ser bruta e cruel, mas mostra-se deveras invisível quando estas pretendem emendar.

Quero emendar o meu coração. Quero construir aquele castelo que deitei abaixo.
Quero parar de sufocar(-me e -nos). Não quero ser assim.

O amor é um lugar estranho. É frio e calculista, quando quer. Consegue ser uma forte arma de arremesso. O amor camufla-se sobriamente nele próprio, na sua palavra que se pronuncia de forma deliciosa, para logo depois atacar em fúria. O amor é esperto, ele sabe que tudo pode e tudo consegue. É matreiro, violento, estupidamente sensível. O amor sabe que comanda. Quer tudo, dá tudo, esperando ficar sem nada.

O amor não se importa de magoar a pessoa. O amor não tem princípios, não tem limites nem fronteiras, não olha a meios para atingir os seus fins.

Estou muito zangada com o amor. O que esperava dele aconteceu no seu inverso. O amor não se importa comigo. Ele quer lá saber!... Ele sabe que nunca me vai largar e faz de mim uma marioneta. O amor é mau. O amor faz chorar. Faz doer.

Se o amor não me deixar em paz, telefono ao ódio e caso com ele. E se o amor vier atrás, humilho-o, como ele sempre gostou de me humilhar. Humilho-o com cada pedacinho de rancor diluído na minha alma.

O amor é triste. É uma triste entidade com extrordinários poderes.
Não gosto do amor. Quero mais é que o amor se lixe!...

Frase feita e perfeita : só quero ser feliz. Inocuamente feliz. Generosamente.

You can say what you want but i want change my mind, i feel the same about you. And you can tell me your reasons but i won't change my feelings, i feel the same about you.

What i am is what you want of me.
Now i am not there.
It's turned and i don't care.

I've said goodnight
Try to sleep tigh
Ah!, just dream of me!...

Go close you eyes
'cause i'll close mine
The sun will shine from time to time

Oh, just dream of me!...



TP*

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

1 + 5



Começo por dizer que te amo.
Impreterivelmente. Sequiosamente. Aventurosamente.
(Para) Sempre.

Parabéns.
A ti e a mim.
E nós, também.
Sem medo, nem desdém.
Sem início, nem fim.
És-me quanto tens.
Dás-me tudo, quanto baste.
Sem rotina, nem desgaste.
Não há do que me farte.
Não és obra, és arte.

Desmedido trecho de mim,
Peço-te sempre assim:
Não te apartes do que é teu,
Não furtes este elo meu.

Se faz sentido ou não,
Só isto me faz impressão:
É saber que é tão mais forte,
Que não aconteceu por sorte
E que há uma essência
Para a não coincidência
Desta base de incidência.

E fora o dramatismo lírico,
Se queres que simplifique,
Amo-te, pois tu és vida,
Amo-te, com garra querida.

E o meu Amo-te vem do latim
De quem nunca amou assim.

TP*

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Hurts so good



When I was a young girl, said put away those young girl ways...
Now that I'm gettin' older, so much older! I love all those young girl days!
With a boy like you, with a boy like you, Lord knows there are things we can do, baby, just me and you! Come on and make it !!

Hurt so good. Come on baby, make it hurt so good!
Sometimes love don't feel like it should, you make it hurt so good !

Don't have to be so exciting, just tryin' to give myself a little bit of fun!
You always look so invitin', you ain't as green as you are young!
Hey baby, it's you, come on, boy, now, it's you! Sink your teeth right through my bones, baby, let's see what we can do!

I ain't talkin' no big deals!
I ain't made no plans myself!
I ain't talkin' no high heels!
Maybe we could walk around all day long, walk around all day long !!


É mesmo assim. Atinente a uma questão de atitude, vários aspectos logo se moldam e tudo parece minúsculo face ao que era antes.

Hurts so good. Tem que ser bom. E se às vezes nem tudo corre como esperamos, há que fazer com que seja melhor, há que brincar e fazer troça do ridículo em que às vezes nos transformamos. E mesmo que não seja ridículo, não vou deixar de gostar de açúcar em excesso, só porque faz mal. Posso é ficar uns dias sem comer. Posso até um dia vir a ter aversão ao açúcar e nem conseguir sentir o cheiro dele. Mas logo hei-de o provar outra vez. E para sempre hei-de gostar de açúcar.

É uma experiência que nunca tive. Nunca, mas nunca tive.
Tudo o que tinha concebido como seja uma relação esteriótipo, foi-se. Assim, como quem sopra uma vela. Fica o fumo, mas só durante um bocadinho. (Que até o fumo tem direito a ir embora.)



[Sometimes love don't feel like it should, you make it: hurt so good.]

TP*

domingo, 30 de maio de 2010

Drama.



What does it mean when all is lost but nothing is forgotten?

Amo-te e nasço outra vez, só para te fazer, me fazer e nos fazer feliz.

I won't be afraid, if I only have one chance to hold you...
But if I stay and I only have one chance to hold you : I won't let you go!


What did I do to undress all the beauty that surrounds me?
One look at you will tell me everything I need to hear.


Sim, dou o braço a torcer. Tenho que o dar. Porque és muito mais importante do que todo o orgulho que nasceu, cresceu e desenvolveu-se comigo.

Sim, dou o braço a torcer. Não tenho o direito de tentar, constantemente, transformar o simples no complexo, só porque...por capricho?

Sim, dou o braço a tocer. A minha intolerância faz-me ter a visão turva.

Sim, dou o braço a torcer. Sou demasiado exigente, até para comigo mesma. Não posso exigir (aquilo que não me podes dar). Não posso reclamar aquilo que já me dás.

Sim, dou o braço a torcer. Amo-te demais. Sim, é possível amar demais. Amo-te demais porque és demais.

Sim, dou o braço a torcer. Quero mudar para que as coisas se encaixem, definitivamente, e funcionem, sem sobressaltos.

Sim, dou o braço a torcer. Tenho pânico de te perder.

Sim, dou o braço a torcer. Sou uma dramática.

Sim, dou o braço a torcer. Sou a tua fã número um. Autografaste o meu coração com tinta permanente.

Sim, dou o braço a torcer:
Sou uma eterna apaixonada por ti.
Quero viver contigo.
És o homem dos meus sonhos.
Nunca amei ninguém como te amo a ti.
És "a" importância para mim.
Quero ficar ao teu lado nos maus momentos.
Quero que sejamos parte da nossa família.
És o único homem por quem desisto de tudo.
Fazes-me tomar as decisões mais repentinas.
Contigo vou até Nova Yorque.
Por ti dava a volta ao mundo de avião. (Sim, de avião.)
Adoro dormir contigo e acordar contigo.
Fazes sentir os expoente máximo (tanto das coisas boas, como más).
Mexes comigo como mais ninguém mexe.
Desculpa todas as asneiras com as quais estraguei os nossos momentos bons.
Desculpa.

Vamos começar de novo.
És a beleza à minha volta.
Não a quero dissipar.



[Drink up my soul.]

TP*

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Surround me.



O problema de expressão nunca me pertenceu. Como tal, e como é o que sei fazer melhor, aqui fica a minha necessidade para contigo. A minha escrita é a minha voz. Já que não me ouves, lê-me.

Surround me. É o que me falta. Falta que eu note a tua presença. Faltas-ME.

Preciso de te sentir aqui, agora, vivo, entregue. Não submisso, mas tão pouco subentendido. Não te quero subentender. Quero-te, colado a mim. Quero-te porque te amo. Muito batida essa expressão, sim, mas não fui eu que a inventei. Dizem que quando se sente desta forma, quando se sente forte, é amor. E então diz-se "amo-te", pois que o senso comum não acolhe outra forma. O meu senso não é comum. O meu senso é único e chama-te. Chama-te de uma forma avassaladora, como nunca antes chamou por ninguém. (Porque também não foi preciso.)

Incrível é como as minhas necessidades se adaptam ao que me podes dar. Incrível é como eu nem sequer tenho mão nelas. Amo-te cada vez mais, és a minha tensão, a minha pressão, a minha leveza, a minha certeza, a minha saúde, a minha força. E, ao mesmo tempo, tiras-me tudo. Assim, com simples indiferença à indiferença que faz a diferença.

Eu gosto do sobressalto, eu gosto do que é intenso. Gosto do medo, mas é inevitável. As sensações são absurdamente distintas. Quando parece que tudo está linearmente bem, eis que, oh!, afinal não estava!...

Tu és muito para além do que vivemos. És muito para além do que é a nossa relação. És o meu vício!... Tu es ma came, ma toxique, ma volupté suprême, on rendez vous chéri et mon abîme. Tu és aquela imagem que eu criei e a qual recuso a mim própria desfazer. Quero ficar com ela, para sempre, quero o meu Tiago, aquele que eu conheci. Sim, pela primeira vez estou a pôr o teu nome nos meus textos. Por muito que me expresse, Tiago Leite será sempre aquela combinação que melhor encaixa e conjuga tudo. Olhar para o teu nome, assim, escrito dessa forma, com as letras nessa posição, introduz em mim a vontade de exteriorizar tudo! Para onde é que estás a ir? Consegues ouvir-me? EU preciso de TI. Compreende-me.

Hello, can you hear me? Please don't go, where are you going? Conversations go over my head. Isolation has an ugly face. Surround me with your love, understand me, I need you now ! Surround me with your words, understand me I need your love! I need your love ! I need your love! Come and stay, stay beside me, stay always, forever don't go!

Quem me dera que percebesses, que sentisses também necessidade. Tenho tantas saudades de mimos teus, de carinho teu, de ti. Da tua atenção. Mas essa atenção foi a que eu já me habituei a não ter.

Esgoto-me em palavras e esgoto também os recados para ti. Se conseguir transmitir-te alguma coisa, o pouco que seja, avisa. Apesar de saber que o tiro vai passar ao lado.

Isto não é um isto, sem mais nem menos. Não consigo viver-te por menos. Não consigo ter-te por menos. Não consigo amar-te por menos.

E sinto-me sozinha.

[ Já agora, ouve a música. É que é mesmo isso.]



Where are you going?


TP*

segunda-feira, 22 de março de 2010

Animal Instinct.



Senti a tua falta o dia todo. De todos e quaisquer teus pormenores. Desde os gestos que te são característicos, às frases que dizes sem mais nem menos. Continuo, seria e indubitavelmente, a gostar muito de ti.

Cada vez mais gosto mais do nosso cada vez mais. Quero-te ao pé de mim. Não quero que isto desvaneça. Não pode. Não deixo. Não pode. Não vai.

Continuo a querer-te de forma animalesca. Tudo o que te envolve tira-me do sério. Exaltas todos os sentidos que há em mim. (E não, não são só cinco.)

Do you know you made me cry?
And the thing that freaks me out is I'll always be in doubt.

Deveria estar a estudar. Mas apeteceu-me vir dizer-te que te amo, assim, desta forma. Não penses que o tempo me acomoda. Não julgues que simplesmente já temos tudo organizado e que nada evolui, que tudo estagna e se conforma àquilo que é hoje. Nada disso. Pelo contrário, tão pelo contrário!... Ainda sinto aquele frio e não é só na barriga.

Gosto de namorar contigo. Gosto de saber que te tenho. Gosto de ter a certeza que posso contar contigo. Gosto de saber que me vais telefonar a contar o teu dia, a perguntar como estou, a dizer coisas bonitas. És tão importante na minha vida!... Gostas de ser importante para mim?

So take my hands and come with me, we will change reality...

Aquelas fracções de segundo em que vejo o teu nome a piscar no meu telemóvel, o carregar no verde, ouvir a tua voz, dá-me prazer! Dá-me prazer o nosso dia-a-dia. DáS-me prazer. (You're still the prince to my ballerina!) Amo-te, de forma animalesca.

Nós estamos juntos. Lê esta frase e sente o quão bem sabe!...



[It is a lovely thing that we have!]

TP*

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

All i want is you.

Porque somos um caso aparte de tudo. Porque somos tão doces quanto a época que se avizinha. E porque acho esta canção um mimo e a letra tão bonita, aqui vai.

If I was a flower growing wild and free, all I'd want is you to be my sweet honey bee. And if I was a tree growing tall and green, all I'd want is you to shade me and be my leaves.

All I want is you, will you be my bride? Take me by the hand and stand by my side. All I want is you, will you stay with me? Hold me in your arms and sway me like the sea.

If you were a river in the mountains tall, the rumble of your water would be my call. If you were the winter, I know I'd be the snow, just as long as you were with me, when the cold winds blow.

If you were a wink, I'd be a nod. If you were a seed, well I'd be a pod. If you were the floor, I'd wanna be the rug and if you were a kiss, I know I'd be a hug.

If you were the wood, I'd be the fire. If you were the love, I'd be the desire. If you were a castle, I'd be your moat and if you were an ocean, I'd learn to float.




[All I want is you, will you stay with me?]

TP*

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

High.



Hoje não vou pensar em mais nada que não seja fazer-te feliz.
Vou a tua casa, espero o tempo que for preciso. Desce. Tenho o carro preparado para nós.

Dá-me a mão. Vamos deixar o carro. Vamos a pé. Vamos andar por onde é impossível chegar de carro. Vamos correr para onde queremos, evitar o que não queremos e saltar no entretanto daquilo que nos é indiferente.

Quero saborear a tua presença. Tão forte e tão querida. Tão quente e desejada.
Faz de conta que ninguém nos vê.
Somos mais do que tudo. Somos nós e a nossa vontade. E isso é tanto!...

Sente-me a palpitar nas linhas ténues daquilo em que me transformei. Pega em mim e faz-me tua. Mostra-te a mim, agarra-me com a força que te é inerente. Trava os medos que me assolam, fomenta os sonhos que mingam com o confronto impiedoso da realidade.

Às vezes fico louca. A minha cabeça não pára. Tu sabes, é um céu de cruzamentos entre ideias constantes, caprichos invertidos, utopias que querem ser materializadas. És-me tanto, que mesmo sabendo que te sou muito, há um "sometimes it's hard to believe you remember me". Não por alguma razão em especial, mas porque tem-que-ser-assim,-não-podia-ser-de-outra-maneira.

Mas também não gosto de tomar nada como certo. O certo depressa se torna incerto, dada a fragilidade de que é dotada uma convicção.

Gosto do paladar do nosso amor. Cresce a cada dia que passa, vai ficando cada vez mais forte, elevado, grandioso, imponente, específico, particular. Fica comigo, quero-te o bem que mereces.

Will you be my shoulder when I'm grey and older?
Promise me tomorrow starts with you!...




[Beautiful dawn - There is nothing else in the world I'd rather wake up and see with you...]

TP*

sábado, 14 de novembro de 2009

Diferentemente igual.


Era uma vez uma menina
Que um dia se apaixonou
(Talvez destino, talvez sina)
Por ele, que a arrebatou.

E era uma vez um menino,
Que um dia se sentiu a mudar.
(O amor é muito fino!)
E nisto, já estava a amar.

E ela sonha acordada,
Horas e horas a fio.
E sente-se perdoada
Daquele adeus sombrio.

Ela sabe onde beijar
E segurar no seu coração.
Ela só quer agarrar
O que já ficou em vão.

Ele anda contente
E certo que é para valer.
Ele já lhe fez frente,
Esteve a passo de a perder.

Ele gosta de a mimar
Mas também de ser mimado,
Ele pede para ela o tratar
Com doçura e cuidado.

Ela tem verde no olhar
E no sangue rebeldia.
Ele tem garra a falar,
A sua presença é terapia.

Ela é muito teimosa,
Ele é bastante orgulhoso.
Ela revela-se extremosa,
Ele sabe ser carinhoso.

Ela sente que cresce
Um amor forte e invulgar.
Ele corrobora e eis que floresce
A paixão que os vai eternizar.

Ele já pensou que não.
Ela já pensou que sim.
Mas no meio da confusão,
Sabiam que ia ser assim.

Ele ama-a e ela é amada
Juntos vão ter de ficar.
E assim é a história contada,
Ao gosto da quadra popular.

TP*

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Undisclosed Desires.



Fica comigo.
Quero-te, todos os dias, sempre mais um bocadinho.
Quero-te agora. Só porque já passou mais um instante.
Qero-te tanto.

Não sentes? É demasiado intrínseco. O teu gosto é tão hipnotizador. E eu gosto. Embala-te comigo, ninguém precisa de saber. Foge de tudo, e foge comigo. Leva-me para ti e agarra-me, como se soubesses que não pode haver mais esperas-sujeitas-a-não-sei-quê.

Esse cheiro... O cheiro da tua pele. Inconfundível.
Esse olhar... O olhar da tua alma. Deliciosamente (in)decifrável.
Essa voz... A voz da tua vontade. Incontornavelmente atractiva.

Desejo-te. E hoje, durante a noite, não vais dormir.
Que eu vou estar sempre a sussurrar-te, ligeiramente acima do ouvido, a intensidade com que te procuro.

You may be a sinner, but your innocence is mine...
Encontras-me daqui a um bocadinho.
Mas não esperes que fale.
Não vou ter tempo.
"Words are meaningless."
Não me olhes directamente. (Vais-te sentir pressionado.)
Hoje não és mais nada senão meu. (Trust me, you are the one.)



[I want to satisfy the undisclosed desires in your heart.]


TP*

sábado, 7 de novembro de 2009

Secretly.


O tempo que passou sem vir aqui foi o mesmo que fez com que tudo se tornasse muito mais grandioso e (im)perfeito. Confesso que tive saudades de escrever para ti. Não por não to dizer pessoalmente (porque digo-to, todos os dias), mas por já quase ter esquecido aquele "bichinho" que saltava dentro de mim, sempre que me sentava para te escrever.

Tenho pensado violentamente em tudo o que nos aconteceu e fico fascinada. Tudo o que (não) idealizei foi tudo o que (não) se realizou. E saber que passados cinco meses, com tanta coisa que poderia estar a fazer agora, só uma coisa me apetece : escrever-te. Não quero saber se vais sentir o mesmo que eu estou a sentir, isso não é o relevante. Quero que adores o que estou a sentir. Que vivas a intensidade com que te vivo. Quero que quando tudo corra mal na tua vida, haja, pelo menos,uma coisa que te faça sorrir.

Temos tudo já tão naturalmente nosso, tudo se encaixou de forma tão (as)simétrica que quase que me arrisco a dizer que temos uma relação mais-que-(im)imperfeita. E amo a convicção com que afirmo as antíteses da nossa sinestesia.

'You left the sweetest taste in my mouth.'

Como pude não te ter depois de já te ter tido? Sempre que me lembro daquele tempo... Quem me dera que estivesses dentro de mim, quem dera!... O ser humano é deveras singular, alheio ao que por vezes é tão óbvio. Arrepiam-me as memórias dessa altura.

When you try your best but you don't succeed; when you get what you want but not what you need... And the tears come streaming down your face, when you lose something you can't replace! When you love someone but it goes to waste, could it be worse? (Nada a acrescentar.)

Mas também fui cultivando um amor secreto por ti. Secretly. No fundo, nunca nos abandonamos. Sempre nos tivemos, só que nunca soubemos. E agora que nos temos e que sabemos que nos temos, I promise you I will learn from my mistakes and I will try to fix you.

(Amo-te.
Sobria, intensa e irreversivelmente.)



[I got to think so selfishly,
'cause you're the face inside of me
.]

TP*

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Êxtase



Eis o meio de um começo
Que se espalha pela sensatez
De um amor que não falha
Pela sua timidez
Estou do avesso.

Recomeço.
Olhando para o âmago de mim,
Vejo o epicentro de ti.
Desvaneço.
Será sempre assim?
Esqueço.
És já parte de mim.

Entender?
Aposso-me do sentido do que sinto.
Se quero naturalizar, minto.
Se pretendo explicar, ressinto.
Bêbeda de ti.
És o meu absinto.

Ressalto.
Quero-te de todas as maneiras.
Garanto-me que me tens
Quer queiras, quer não queiras.
Espero-te.
Vens?

Respiro.
Procuro-te esvairida,
Numa enfática corrida.
Prevejo-te meu.
Ama-me.
Ama o que é teu.

TP*

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Cada lugar teu



Pensa em mim, protege o que eu te dou. Eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou, sem ter defesas que me façam falhar nesse lugar mais dentro, onde só chega quem não tem medo de naufragar.

Diz-me que vais guardar e abraçar tudo o que eu te dei. Mesmo que a vida mude os nossos sentidos e o mundo nos leve pra longe de nós, e que um dia o tempo pareça perdido e tudo se desfaça num gesto só. Eu vou guardar cada lugar teu, ancorado em cada lugar meu. E hoje apenas isso me faz acreditar que eu vou chegar contigo onde só chega quem não tem medo de naufragar.


Sim, hoje pensei escrever para nós. Mas depois ouvi esta música e achei adequada. Porque cada lugar meu tem sempre um pouco de ti. Sinto isto a crescer de uma maneira tão bonita que me enterneço e arrepio sempre que tomo consciência disso. Continuas a mexer comigo como só tu sabes. É a tal imagem aberta que criei dentro de mim, em relação a ti... Uma imagem disposta a moldar-se a tudo, quer seja bom, quer seja menos bom. Uma imagem que suporta todo o tipo de caracteres. Um lugar teu, que ocupou um espaço em mim, sem pedir licença. Com licença, deixa-te ficar.

Amo-te.
Amo-nos.
Ama-me.
Creio-nos.
Deseja-me.
Sabe-me.
Agradas-me.
Perpetua-nos.



[Cada lugar teu, atado a mim, a cada lugar meu.]

TP*

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Desabafo


Um dia pensei que as fantasias não passavam disso e que nunca teriam qualidades quotidianas, reais.
Um dia pensei nunca mais te ver. Um dia imaginei-te perto de mim.
Um dia desejei tanto que soubesses que estava a pensar em ti, que fiz muita força para que sentisses. (Sentiste?)
Um dia chorei por estar a negar-te-me-nos.
Um dia sufoquei. E não aguentei.

Quantas vezes desejei não ter personalidade.
Quantas vezes sonhei recuar no tempo.
Quantas vezes me agarrei a músicas, cujos acordes me faziam ouvir-te.
Quantos milhões de recantos me lembravam de nós.

Aquele nós era tão apetecível, tão intenso e tão credível.
Aquele tu era tão amado.
Aquele eu estava a renascer por te amar.

Posso tentar dizer muita coisa, já sabes que nada se compara ao efectivamente sentido. Por mais tentativas que possa fazer, tu és sem dúvida muito mais que palavras. Nós somos muito mais que expressões e isto é muito mais que tudo.

Hoje sei que te amo. Hoje sei que te quero, elevado ao infinito.
Hoje sei que nada mais me pode fazer recuar, porque simplesmente isto é já demasiado avançado.
Hoje sei que se pudesse voltar atrás, faria tudo diferente. (Ou não. Por mais penosos que possam ter sido aqueles sete meses, há que valorizá-los, eles fizeram-nos ver o bem que quase perdemos, por causa do medo de tentar.)

Não querendo ser pretensiosa, nunca hás-de encontrar nada igual.
É demasiado próprio.
É totalmente fora-de-série.
E sabe tão bem quanto o bem que faz.

Amanhã não sei.
Mas se houver amanhã, que seja tão bom ou melhor que o hoje.



[Maybe tomorrow i'll find my way home.]

TP*

domingo, 12 de julho de 2009

I miss you now



I feel I wanna hold you, wanna tell you that you'll be alright! Sang this song today, it's recalling your pictures all in my mind!...

Porque faz todo o sentido dizer que me fazes falta. Não é só aquele dizer-da-praxe-só-por-ficar-bem. Nunca foi. A questão é que cada vez tem sido mais forte. E se anteontem me fazias falta, ontem fizeste-me muita falta e hoje fazes-me uma falta brutal. Não sei se aguentarei amanhã. Mas não há-de ser assim eternamente, não é? E quando estiver contigo, depois volta a falta ao início.

I miss you now!

Dava tudo, trocava tudo, fazia tudo para poder estar contigo agora. Somente estar. Já nem pedia para te tocar. Apenas ver-te. Ter a certeza que não és aquela miragem que está sempre a aparecer no meu dia-a-dia, a assombrar-me deliciosamente. Nem eu sabia que era assim tão terna. Até o mais frio dos seres se comove face a um sentimentos destes. E a minha comoção é o meu amor por ti.

I wanna kiss you goodbye.
I'm helpless!...


Recebe o meu beijinho de boa noite. Recebe e guarda-o na memória dos teus lábios. E sempre que fechares os olhos, sente-me a sussurrar-te na boca que te amo, com o gesto que melhor o representa.



[Wanna tell you that you'll be alright.]

TP*




sexta-feira, 10 de julho de 2009

Problema de expressão



Só pra dizer que te amo, nem sempre encontro o melhor termo, nem sempre escolho o melhor modo. Devia ser como no cinema,a língua inglesa fica sempre bem e nunca atraiçoa ninguém. O teu mundo está tão perto do meu e o que digo está tão longe, como o mar está do céu.

Só pra dizer que te amo, não sei porquê este embaraço, que mais parece que só te estimo. E até o momento em que digo que não quero e o que sinto por ti são coisas confusas. E até parece que estou a mentir, as palavras custam a sair, não digo o que estou a sentir. Digo o contrário do que estou a sentir.

E é tão difícil dizer amor. É bem melhor dizê-lo a cantar. Por isso esta noite, fiz esta canção, para resolver o meu problema de expressão, pra ficar mais perto, bem mais de perto, ficar mais perto, bem mais de perto...


Pois é, mas no meu coração tu continuas a mandar!...



[Só pra dizer que te amo.]

TP*

sábado, 4 de julho de 2009

Saltei de mim



Salta comigo, por favor, não temas o abismo. Quero entrar, sem reservas, nesse antro de egoísmo. Prometo que é fácil encontrar um pouco mais. Se o espírito saiu, o corpo não permanece... em mim! A vontade de ficar... Tu já saiste e eu não fui feita para amargar. Tu sabes, não é fácil encontrar um pouco mais. Saltei de mim, tem cuidado, meu amor, estás em perigo, olha que mais um passo, meu amor, cais comigo. Vou abusar do teu corpo, tem cuidado contigo. Para mim, eu rendo, desejo, abrigo.

Salta e sente, quero entrar, de repente e não parar. Morro um pouco, só depois, por ver que nada resta aos dois...


Porque hoje me sinto assim, assolada por uma vontade de não te largar. Estou a caminho. Se fizeres o favor, não fales quando me vires.
Cala-te e beija-me.



[Tem cuidado contigo.]

TP*

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Somersault



You're the prince to my ballerina!

Tens-me, oh Céus, se me tens!... Tens-me como tens o tempo que está sempre contigo. Como tu te tens a ti, assim me tens a mim. Não vou continuar a fazer-me de forte e a achar que posso controlar tudo e mais alguma coisa, não, isto está-me a fugir das mãos. Já não sou eu que o domino. Sinto-me dominada por ele. (E por ti, também.) Já não há mais nada a que me possa agarrar senão a ti. Atingiste aquele patamar, aquele estatuto transcendente, que refreia os amantes das grandes obras-primas da Literatura. Aquele estigma, o meu estigma.

You put my feet back on the ground, did you know you brought me around? You were sweet, and you were sound... You saved me!

Que apetite ávido de querer fazer isto tudo em vez de o dizer. De mostrar-te através de actos tudo que escrevi. Será possível? Um só toque bastaria, já que o meu olhar é traiçoeiro e quando te olha, não te vê. Porque sabe que se te vir será para nunca mais se desviar de ti. Sim, um toque. Um toque de mim em ti revelaria o toque que tens em mim. A tatuagem que, naturalmente, se foi desenhando em torno de mim, por causa de ti, visando o nós.

You're the ivory to my ebony keys...

Ao mesmo tempo que isto se me afigura tudo muito delicado, logo vem um pensamento tresloucado à cabeça, uma ideia selvagem, uma intenção indomesticável, uma fantasia obstinada, um plano austuciosamente insurgente. Que mescla de profano e sagrado! Despertas as antíteses mais vincadas que há em mim e confundes os meus cinco sentidos. Lá está, é um "quase que prefiro não te encontrar, para não ter que te deixar depois" e um "gosto tanto dele que não sei como o desejar".

QUE SAUDADES. Não sei que fazer quando te encontrar. Sei viver com a ideia de que te vou voltar a ver, mas não com a certeza que depois terei que te deixar, outra vez. E trinco os lábios de raiva, já a pensar no acto de "ir embora".

See I had shrunk yet still you wore me around...



[Somersault in sand with me.]

TP*

quinta-feira, 2 de julho de 2009

The sea


Às vezes, era assim que gostaria de ficar contigo. Amparados por uma paisagem idílica, assim ficariamos até que o mar nos levasse para longe do nosso presente. E perderíamos o nosso juízo e a nossa sanidade. Só porque, de vez em quando, não faz mal fugirmos de uma racionalidade que atazana a nossa subconsciência!...

Worries vanish within my dream!...

Consegues equacionar uma fórmula sobre nós? Eu não. E sinto-me ignorante por isso. Mas também não quero. Porque há fórmulas que dão um resultado negativo. E contigo só quero positivo. É impressionante como me cativas, nem que seja com um gesto, uma expressão, um olhar. Que poder!... Não é bom sentir-me cativa. Mas é bom quando, dentro do cativeiro, consigo soltar-me e fazer(-te) o que quero.

Tem cuidado contigo. Quero abusar de ti.

The sun is shining, the waters clear, just you and I walk along the pier...

Quero-te neste Verão. Quero-te só para mim. Vais ser o meu gelado e eu vou-me derreter de cada vez que chegar perto de ti. Não que mexas demasiado comigo. Apenas mexes o suficiente. (E um pouco mais.)

Estou sem inspiração. As coisas bonitas hoje não me saiem. Talvez porque, de tanto as estar a viver, elas tornam-se demasiado óbvias para ser ditas e descritas.

Mas que mais há a dizer senão um "Amo-te"?
Há palavra que, na Língua Portuguesa, signifique mais? Se encontrares alguma, avisa-me. O saber não ocupa lugar. Mas não te entusiasmes, se a descobrires. É que, sabes, vai haver sempre uma que ainda não é conhecida. Porque ainda não foi inventada. Porque é só minha e tua. Ambos (não) sabemos qual é. O abecedário é demasiado limitado. E nós extravasamo-lo em milhas.

Sim.
Gosto de ti.
Assim, só mais um bocadinho do que agora.
E do que agora.
E assim, sucessivamente, até amanhã.

I left my soul there, down by the sea. I lost control with you.


[Living free.]

TP*